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A Revolução Permanente. A Morte de Rasputin e da Família Real.
O Naufrágio da Realeza Russa e a Cobiça de Lenin.

Interpretação preliminar em 28-MAR-2005.
 


II. 56.

Que peste & glaiue n'a peu s'en definer,
Mort dans le puys sommet du ciel frappé,
L'abbé mourra quand verra ruyner
Ceux du naufrage, l'escueil voulant grapper.
 

 

II. 56.

Porque o mal e o aço(guerra) em pouco tempo não se encerrarão
A morte dentro do buraco o supremo do céu atingido
(ou: a morte com o porvir o supremo do céu atingido)
O monge morrerá quando se verá a ruína
Aqueles do naufrágio, o rochedo (Lenin) desejará se apossar

     

Esta quadra fala de diversos aspectos da revolução Comunista de 1917 e em particular cita a morte de Rasputin pouco antes da deposição do Czar.

O primeiro verso fala genericamente de um dos aspectos da Revolução Comunista, que foi especialmente sangrenta  e durou de 1917 a 1922, justificando o texto. O mal e a guerra em pouco tempo não se acabariam. Mas observemos que o verso parecer ter um alcance um pouco maior. A URSS participou de uma permanente guerra revolucionária ao patrocinar um ativismo a perder de vista no tempo com seus conceitos de "revolução permanente" e mesmo uma pretensa universalidade  cuja única conseqüência foi a própria guerra. Os inimigos eram os conspiradores no plano interno e os "imperialistas e capitalistas" no plano externo em uma saga cuja única conseqüência foi a militarização (sob a capa da politização) de todo um povo e isto ainda acontece em Cuba sob os aplausos daqueles que não preza a liberdade. A liberdade dos outros , que isto fique bem entendido. A Revolução Comunista de 1917  trouxe a fome e a morte de milhões. (ver X,98, por exemplo)

O segundo verso retorna ao tema da morte da morte da família real, em particular da tentativa de ocultar os corpos da família real na cova rasa próxima a Ipatiev. O assassinato dos Romanovs é uma página macabra na história da Revolução Comunista, tanto na brutal consecução quanto na tentativa   de ocultação dos corpos (porque quem age dessa forma não tem coragem de assumir publicamente a forma por meio da qual agiu). O assassinato dos Romanovs foi um crime bárbaro praticado em nome de uma revolução cujo próprio tempo se encarregou de desmontar com a desconstrução da URSS. (ver o Índice Local desta quadra). A referência "supremo do céu" justifica-se pelo fato do Czar ser também o o chefe da Igreja Ortodoxa Russa.

No entanto o termo "puys", a rigor quer dizer "porvir". A Rússia era um país anacrônico ao início do Século XX. As várias monarquias da Europa promoveram a distribuição de terras ao longo do tempo, o que deixou esses países melhor preparados para o advento da industrialização. A Rússia navegou no sentido contrário, concentrando terras em mãos  da nobreza.  Com a chegada do futuro, entenda-se a Revoluçã Industrial, a Rússia foi colhida co uma estrutura totalmente inadequada e a distribuição de terras se fez de forma traumática  em nome de uma revolução proletária em que o campesinato desempenhou um papel fundamental, incluindo-se aí a questão da terra e da propriedade rural. A nobreza russa estava condenada de qualquer forma.

O terceiro verso cita Rasputin, o monge (aqui descrito como "abade"). Rasputin era de fato um seguidor de uma dissidência da Igreja Ortodoxa Russa onde se acreditava que só por meio do pecado (e da remissão dos pecados) se chegaria a Deus. Dessa forma, Rasputin era um monge com seguidores dessa estranha crença que apregoava o pecado como forma se se chegar à  divindade. Sua influência ( e envolvimento hoje comprovado com a  czarina)    era suposta tão grande junto à família real (apesar das represálias e tentativas de afastamento eventuais de Nicolau) que seu assassinato em 1916, pouco antes do afastamento dos Romanovs do poder poucos meses após, em 1917, face à sua proximidade junto a Alexandra serviu de fato para catalisar os fatos que se seguiram. A morte de Rasputin foi pouco antes da queda dos Romanovs.

O quarto verso fala de Lênin, sua cobiça em ocupar a posição do czar (por meio de um arevilução). Em particular, Lênin é designado aqui por rochedo e esta não é apénas uma metáfora. à sua morte, as artérias calcificadas  em seu cérebro permitiam que produzisse um som ao se bater uma colher nelas, tal o estado de petrificação que se encontravam. O ermo rochedo para Lênin é apropriado em todos os sentidos. "Aquels do naufrágio", refere-se naturalmente à Família Real Russa.

Ver as demais quadras do Índice Local desta quadra, em particular àquelas relacionadas a Lênin.

Algumas Coincidências Numéricas

       II, 56 => 2,56 => 2,5,6 => 2x5+6=16
       II, 56 => 2,56 => 2,5,6 => 2,6 => 2x6=12
       II, 56 => 2,56 => 2,5,6 => 2x6+5=17

        DEZ-1916, mês e ano do assassinato de Rasputin. 1917, ano da queda de Nicolau II. É imortante observar que a queda de Nicolau foi em 02-MAR-1917 e não deve ser difícil derivar as datas completas da morte de Rasputin (29-DEZ-1916), da queda de Nicolau (02-MAR-1917) e do assassinado da família real (15-JUL-1918. Por exemplo, se fizemos 6x(5-2)=18, 5+2=7,(JUL),etc )

     
     
Referências
     
X,98.
     
Notas
     
28-MAR-2005. Interpretação preliminar.
     
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