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II,88

O Ultraje aos Romanos: O Circuito do Fato Ruinoso

Revisão em 04-OUT-2002
 
II. 88
 
Le circuit du grand fait ruyneux
Ao nom septiesme le cinquiesme sera
D' tiers plus grand l' estrange belliqueux
Mouton, Lutece, Aix garantira
  II. 88

O circuito do grande fato ruinoso
Ao sétimo nome o do quinto(penta) será(juntado)
De um terceiro muito grande o estrangeiro belicoso
 O Carneiro,  Lutece (Paris), Aix garantirá

     

         Esta quadra fala do ultraje aos romanos e da confusão que será estabelecida.  Porque os escândalos se misturarão e à vista do julgamento popular mundial as situações serão confundidas. No entanto, a situação de um, citado no segundo verso não será a mesma de outros dois, porque advirá de situações diferentes e terá início no chamado fato real, aqui no Brasil.  IV,88,  que tem por sinal dois a mais do número da centúria atual, marca a sua concepção  intelectual.

        O primeiro verso fala do circuito do fato ruinoso. Tanto a  Igreja Católica quanto as  Igrejas Cristãs de uma maneira geral, sofrerão as conseqüências do "fato ruinoso".  A decadência do cristianismo é destacada em várias oportunidades, em particular em I,62V,53I,15, entre outras quadras associadas ao tema. Em I,53 é decantado o início desse soerguimento - pelo menos do ponto de vista material - e em IX,9parece ser anunciada uma descoberta  que propiciará  o ressurgimento do ponto de vista espiritual, pelo menos da Igreja católica. De fato, Nostradamus dá a entender - não em suas centúrias - mas em comentários seus publicados nos Almanaques, que haverá uma reunificação das  Igrejas Cristãs, possivelmente incluídas aí a Igreja Ortodoxa e o próprio judaísmo.  Pelo visto, haverá uma "grande síntese religiosa" adiante, mas que começará pela ruína das Igrejas Cristãs. Dessa forma, falamos de um processo de mudanças profundas, não em uma, porém em várias igrejas cristãs, que não deixarão de existir, porém serão profundamente reformuladas.

        A explicação do parágrafo anterior serve também como uma advertência contra a interpretação "ao pé da letra" de nossas interpretações, que se revelará sempre um equívoco, porque irá tomar-se uma situação futura sem considerar as mudanças ao longo do tempo. Essa  forma de entendimento  de fatos futuros anunciados sempre se revelará desastrosa e irá gerar não só incredulidade quanto à plausibilidade dos fatos anunciados mas também confusão quanto ao seu significado. Dizemos isso aqui porque sabemos que, a despeito  do aviso, em inúmeras situações será feito exatamente o contrário..

        O segundo verso diz que ao nome do sétimo o do quinto será. Vamos entender  a simbologia e os números  envolvidos.  O sétimo citado é o sétimo Papa da Igreja Católica.  Por que sétimo? A explicação advém da quadra V,92.  Observemos que lá é indicada a numeração que dá a indicação de quem é o sétimo. Começando em Pio XII, o sétimo  Papa da Igreja Católica será aquele que sucederá a Joseph Ratzinger, o sucessor de João Paulo II.  Vejamos a numeração da tabela abaixo:

 

Papas até a chegada do "Grande Julgador (Hercólobus ou Slo)" ou o Fim dos Tempos

  Nome  Papa Nome (seg. Malaquias) Período Tempo
  Achille Ratti Pio XI Fé Intrépida 06/02/1922 - 10/FEV/1939 17a 4d
01 Eugenio Pacelli Pio XII Pastor Angélico 02/03/1939 - 09/OUT/1958 19a 7m 7d
02 Angelo Giuseppe Roncalli João XXIII O Pastor e o Barqueiro 28/10/1958 - 03/JUN/1963 04a 7m 6d
03 Giovanni Battista  Paulo VI Flor das Flores 21/06/1963 - 06/AGO/1978 15a 1m 16d
04 Albino Luciani João Paulo I Da Meia Lua 26/08/1978 - 28/SET/1978 00a 1m 2d
05 Karol Jozef Wojtyla João Paulo II Da Obra do Sol 16/OUT/1978 - SET-2004  
06 Joseph Ratzinger Bento XVI Da Glória da Oliva 19-ABR-2005..ABR-2010 5 anos (previstos)
07 Jovialista Pedro, o Romano Pedro, o Romano   2008-2009-2010
08 O Oitavo Serafin Pedro, O Romano Pedro, o Romano   -

     Por que há duas entradas para o Jovialista? A resposta está no quarto verso de VIII,69: "De trois deux l'un huictiesme Seraphin", Ou seja o sétimo e o oitavo serafins estão considerados como um só. BOm já sabemos que o sétimo (septiesme) é o Jovislista. E quem é (e por que) e porque quinto? O trecho abaixo é uma tradução de alguns trechos do site Books and Writers-Ludovico Ariosto:

"Ludovico Ariosto foi um poeta italiano que viveu de 1474 a 1533 e dessa forma foi um contemporâneo de Nostradamus. Ariosto é celebrado pelo poema narrativo da Alta Renascença Italiana, Orlando Furioso. Muitos artistas usaram seus personagens e incidentes na pintura e tabalhos musicais. A pintura de Titian (1488-1576) para   Ariosto, Retrato de um  Cavalheiro,(1512), anteriormente chamada de Ariosto, apresenta um jovem nobre, que parece ao mesmo tempo uma pessoa de fácil aproximação e formalmente distante(restringida) (cf, X,12, final do segundo verso)...

Ludovico Ariosto nasceu em Reggio Emilia, como filho do Conde Niccolò Ariosto. Sua família mudou-se para Ferrara quando ele tinha dez anos de idade. Lá estudou Direito de 1489 a 1494 e também iniciou seus estudos em literatura e língua latina e grega ob a tutela do humanista escolástico  Gregorio da Spoleto.  Seu pai morreu em 1500. Ariosto passou a cuidar dos negócios da família por alguns anos, como o mais velho de dez irmãos. Em 1502 tornou-se comandante do forte de Canossa. No ano seguinte, entrou entrou no serviço do  Cardeal Ippolito d'Este. Como "familiare" ele deveria estar presente quando o cardeal comia, deveria estar pronto para aclamar o cardeal quando ele voltasse à casa, ajudava-o a se despir e dava-lhe bebidas de plantas medicinais. Gradualmente, Ariosto recebeu deveres mais altos. Em 1513, conheceu Alessandra Benucci.  Após a morte do marido dela, Tito Strozzi, ela tornou-se sua amante.

Como a família houvera se estabelecido confortavelmente em Ferrara,  Ariosto recusou-se em 1517 a acompanhar o Cardeal  d'Este À Hungria, alegando estar gripado. Foi demitido da corte e em 1518 entrou no serviço de Alfonso I, Duque de Ferrara, filho do Cardeal. Em 1522 foi enviado para governar a região de Garfagnana  na parte mais inóspita e selvagem dos Alpes Alpeninos. Não ficoui satisfeito com essas obrigações e após trÊs anos retornou do posto assolado por bandidos a Ferrara. Por volta de 1527 casou-se secretamente com a viúva Alessandra Benucci, e gastou a última parte de sua vida  revisando e ampliando Orlando Furioso. Ariosto nunca terminou a continuação de seu famoso trabalho, Os Cinco Cantos (Cinque canti ) ("Ao nom septiesme le cinquiesme sera")   e morreu em Ferrara em 06-JUL-1533."

Na última linha do parágrafo acima está a razão do Jovialista ser chamado em vários versos de "quinto". Observemos que o terceiro verso diz que ao sétimo nome o quinto (nome) será associado. É uma indicação  muito direta que Nostradamus faz, sob a qual não iremos nos estender mais.. É deixada à perspicácia do leitor a complementação do significado da associação. O verso faz pois um associação do sétimo nome (Pedro, O Romano) ao quinto, dentro de uma analogia  estabelecida no resumo biográfico acima.

       Por conseguinte, o fato ruinoso, isto é, o fato que trará a maior decadência de todos os tempos da Igreja Católica Romana ocorrerá , ao que tudo indica, após a eleição do Jovialista. Por nossos cômputos, isto deveria ocorrer por volta de 2009-2011. . Outras referências para o termo "cinquiesme" podem ser encontradas em X,27 XI,38.

Para o terceiro verso ainda não temos uma idéia formada. Ele pode estar designando dois personagens. A invasão da Itália estará dentro da perspectiva dos muçulmanos em "punir" aquilo que seria para eles uma afronta a suas crenças (por exemplo, C01Q009)  e os escândalos dentro da Igreja Católica, de natureza sexual, serão o combustível dessa invasão. Infelizmente isto se dará com o Jovialista à frente da Igreja e provocará a ruína da Igreja Católica. Dessa forma o terceiro citado aqui poderia ser muito bem l'onde(ver V,55), o que comandará a invasão da Itália pelo mar, em função dos eventos associados ao primeiro verso.  As referências ao terceiro como l'onde podem ser encontradas em III,59IV,60 (observe a "escadinha" das identificações) entre várias outras.

No entanto, se  fosse fácil interpretar Nostradamus, nossa tarefa estaria encerrada aqui com respeito a esse verso. O problema é que o simbolismo de "terceiro" também aplica-se ao Jovialista, por  VIII,69, quando é dito que de três haveriam apenas dois. Logo, o Jovialista seria também "terceiro".

Estamos inclinados aqui a supor que a menção seja para l'onde, uma vez que a referência ao mesmo or "terceiro" é bem mais dissem,inada na obra.   

        No quarto verso fala do Mouton, isto é o Carneiro, o pacífico, que protegerá Lutece e Aix. Lutece é o nome arcaico de Paris e Aix, provavelmente deve estar indicando Aix-en-Provence e  Aix-Les-Bains em uma única referência. O Mouton é mais provavelmente uma referência ao Jovialista. Uma referência a essa proteção pode ser encontrada em 
XIII,Nov, além de X,27,.

     
     
Referências
     
IV,88I,62V,53I,15I,53IX,9,V,92VIII,69X,12,X,27XI,38I,9III,59IV,60,XIII,Nov,V,55
     
Notas
     
18-SET-2004. Revisão de toda a interpretação. Atribuição do simbolismo para o termo "cinquiesme".
     
04-OUT-2002. Revisão.
     
25-JUN-2002. Interpretação preliminar
     
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