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O Nazi-Fascismo: A Origem Alemã Revisão em 18-OUT-2002. |
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III.
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Esta quadra refere-se à ideologia nazi-fascista.
O primeiro verso fala em uma nova "seita de filósofos". O termo "seita" possui em geral para Nostradamus uma conotação religiosa. Ao qualificar como "seita de filósofos", está, de fato, simbolizando uma ideologia política. Porque toda postura ideológica deriva de crenças, ou verdades não provadas. Isto acontece também com a ciência, na medida em que se analisa de forma objetiva o papel do dogma (principalmente por pessoas preparadas para fazê-lo. Nem todo cientista o está, embora muito poucos o admitam). Mas aqui o pretendido é designar a ideologia do nazi-fascismo. O segundo verso merece uma explicação sobre a forma verbal "Mesprisant". O termo vem de "prendrer", que significa manter, prender, apropriar, etc, ou no contexto abstrato de uma ideologia, ter algo como um valor a ser prezado, mantido ou guardado. O termo "Mesprisant" é a reunião de mes+prisant (mesprendrer) e significa tomar uma coisa por outra, atribuir um determinado valor a algo, mas com uma valorização incorreta. Por exemplo, os terroristas muçulmanos suicidas são considerados mártires (por uma parcela dos muçulmanos) por que se atribui, equivocadamente, um valor meritório à morte naquelas circunstâncias e com determinadas finalidades. Isto é, atribui-se à morte por meio do suicídio um valor que ela não tem. O parágrafo anterior serve de introdução para a explicação do segundo verso. A filosofia nazista prezava a morte (ou desprezava, dependendo de quem estava morrendo...) pela pátria, as questões ligadas à riqueza da Alemanha -o lebensraum, espaço vital -, o conceito de honra, etc de forma equivocada. É uma menção que contesta os valores defendidos pelo nazismo e sua forma proposta para solucionar os problemas econômicos da Alemanha, responsabilizando, enfim, os judeus, comunistas, etc, e todo o desdobramento que aquela ideologoia propunha. Particularmente o Mein Kampf era a "bíblia" dessa ideologia. E de uma coisa Adolf Hitler não pode ser acusado: a de ter omitido seus propósitos e sua linha de ação. Ele apenas escondeu seus métodos. Se os líderes políticos que estivessem a negociar e a lidar com ele - por exemplo, Chamberlain, Deladier, Roosevelt, etc - houvessem lido o Mein Kampf, das duas uma: ou a guerra não teria ocorrido ou teria começado uns seis anos antes.
O terceiro verso diz que a ideologia nazista surgiria na Alemanha, mas
a seu território não ficaria confinada. É interessante observar como Nostradamus usou
para dizer que que a ideologia nazista iria se expandir pela Europa: dos
montes germânicos não serão limítrofes, isto é,
os montes não seriam uma fronteira para a ideologia nazista. Essa afirmativa possui duas acepções.
A primeira prevê a ocupação
de parte da Europa pela Alemanha. O nazismo não ficou confinado à
Alemanha por dois motivos:
a) a política anexação
paulatina de territórios, no pré-guerra, duarante a década
de 30 b) pela ocupação militar durante a guerra
Em ambas as situações,
os nazistas contaram com colaboradores (A les
ensuyvre).
Por outro lado, esses também sofreram pressões por parte dos
nazistas: as pressões por causa das deportações para
os campos de extermínio alemães. (ver quarto verso)
1) Grã-Bretanha: UNião Britânica dos Fascistas, liderados
por Sir Oswald Mosley
c) Também havia vários grupos menores
d) A figura de Pierre
Laval também representou, do ponto de vista político, o colaboracionismo
3) Bélgica: Movimento "rexista", sob a orientação
de Leon Degrelle
5) China: Chiang Kai-shek e os "camisas azuis"
6) Brasil: Movimento Integralista, de Plínio Salgado,
que se não era exatamente um genuíno "movimento
nazista", era uma " versão tupiniquim" e procurava fazer-lhe
a mímica em seus símbolos e saudações. De alguma
forma iremos encontrar o mesmo ingredientes que serviam de base à
ideologia nazista: a deportação de grupos raciais, emntre outros.
Era de faot um contrasenso, uma vez que Hitler dedicava pouco ou nenhum valor
ao Brasil e em particular à América do Sul. Em um comentário
afiramara sobre a América do Sul: "Aquilo lá eu resolvo com
um telefonema". É curioso que do ponto de vista geopolítico
até personalidades políticas, como Henry Kiensinger, adotaram
durante muito tempo (e talvez ainda adotem) uma postura semelhante.
Para citar apenas alguns menos conhecidos do público. (Adolf Hitler,
John Toland, Liv. Francisco Alves Ed. , 1976 (trad.).
O fato é que por toda a Europa, face aos bons resultados dos quatro primeiros anos da gestão nazista (1933-1937), esses movimentos proliferaram na Europa em quase todos os países. E obviamente, sem falar na Espanha e Itália.
No quarto encontramos uma interssante síntese
de situações. Vamos analisar três acepções
do termo presse (cf. Dicionário Petit Robert, pag. 1987) 1) multidão de pessoas ajuntadas em um pequeno espaço
Essas três acepções são
igualmente aplicáveis aos que se aliaram ao nazismo.
A primeira acepção fala das multidões
que geralmente eram ajuntadas nos eventos, festividades e manifestações
nazistas (ou de suas "filiais"). Não cabe aqui a
questão das deportações para os campos de colncentração
porque esses, obviamente, não eram seguidores dos nazistas.
A segunda acepção pode ser associada, em sentido
figurado, à imprensa ou propaganda nazista, que não se restringia
apenas aos alemães. A terceira acepção refere-se a uma forma habitual de ação dos nazistas, principalmente com aqueles que visualizavam como potenciais aliados. Para uma exemplo, ver XI,54, XI,55 ou IX,16. Da mesma forma, seus aliados muitas vezes eram objeto de ocupação (a Áustria, por exemplo). As pressões nazistas eram conhecidas e, de fato, eles só reconheciam a força como limite às suas ambições. Os industriais alemães que os apoiavam também foram "pressionados". Sobretudo, as pressões aqui referem-se às pressões para as deportações de judeus e outros incluídos como "inferiores" ou "degenerados" pela "Nova Ordem" que os nazistas pretendiam e efetivamente implantaram na Europa. As deportações atingiram vários países, em particular daqueles onde estavam seus aliados. |
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| Referências | ||
| XI,54, XI,55, IX,16. | ||
| Notas | ||
| 18-OUT-2002. Revisão de texto. Extensão da acepção do quarto verso. | ||
| 15-FEV-2002. Interpretação inicial. | ||
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