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As Seitas Protestantes na Alemanha: O Dízimo Divino e o de César Revisão em 22-JUN-2003. |
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III. 76. |
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III. 76. Na Alemanha nascerão diversas seitas |
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Talvez nem todos tenham ouvido falar de Dietrich Bonhoeffer, Martin Niemöller ou e Bernhard Lichtenberg, este último, católico. Esta quadra refere-se ao antigo adágio, A Deus o que é de Deus, a César o que é de César, ao qual as lutas dessas pessoas, e de tantos outros cujos nomes talvez jamais venhamos a conhecer, estão relacionadas. Um dos aspectos do regime nazista foi a tentativa de apropriação de uma visão profética para Hitler e seu Reich de Mil Anos por meio de uma ocupação religiosa. Um povo, um reino, uma crença. Em 1917, os Protestantes Alemães celebraram o 400o aniversário das Teses de Martinho Lutero. O evento, infelizmente, tornou-se um veículo de idolatria de Lutero como um herói alemão, encarnando o espírito germânico. Dessa associação aproveitou-se Adolf Hitler, posteriormente, em sua estratégia de cooptação da Igreja Protestante como instrumento de Estado. O anti-semitismo manifestado por Lutero, ao final de sua vida, foi igualmente usado pelo ditador alemão. Em 1920, o Partido dos Trabalhadores Alemães, precursor do Partido Nacional Socialista, adotou um manifesto de 24 pontos, tipicamente anti-semita, que limitava a liberdade religiosa, permitindo-a apenas na medida em que não ferisse os sentimentos raciais alemães, adotando o que foi chamado de "Cristianismo Positivista". Em 1928 surgia o movimento do Cristianismo Germânico, associado às Igrejas Protestantes da Alemanha, oficializado posteriormente em 1932. Àquele tempo, a Igreja Evangélica na Alemanha possuía uma administração composta por duas "casas parlamentares" com o fim de tratar das questões organizacionais e teológicas e estava dividida em 28 congregações. O líder do movimento era o Pastor Ludwig Muller. Cabe aqui, então, fazer uma relação com o primeiro verso. As diversas seitas são as Igrejas Protestantes que faziam parte do movimento Cristianismo Germânico (28 ao todo). Observemos que, as SAs, SS, a Juventude Hitlerista - podemos inserir eventualmente outras organizações nazistas de cunho político-militar-educacional - não se inserem como seitas, até porque não faria sentido afirmar que elas voltariam a pagar o verdadeiro dízimo. Mas as Igrejas Protestantes, conforme veremos nos próximos parágrafos, sim. Nostradamus, em geral, refere-se ao protestantismo pelo genérico de seitas (sectes). Em julho de 1933, os representantes das igrejas protestantes escreveram uma constituição para uma nova Igreja do Reich - formada por todas as igrejas regionais protestantes (28, as seitas mencionadas no primeiro verso) -, reconhecida oficialmente pelo Reichstag em 14 de julho. Esse era o início da aproximação com o paganismo como veremos adiante. Em torno dessa nova constituição passou existir uma surda disputa pelo cargo de Pastor do Reich (ou Bispo do Reich). Na eleição, dando os primeiros sinais de uma resistência contra os propósitos nazistas, foi eleito Friederich von Bodelschwingh e não o candidato apoiado pelos nazistas, o Capelão Mueller. Desgostosos, os nazistas dissolveram as organizações eclesiásticas provinciais, suspenderam importantes dignitários das igrejas protestantes e jogaram o peso das SAs e da Gestapo sobre os sacerdotes recalcitrantes. Convocada nova eleição, Mueller foi eleito Bispo do Reich. Para o evento, o próprio Hitler discursou pelo rádio, conclamando a eleição de Mueller. Em 13 de novembro de 1933, após um plebiscito que apoiou esmagadoramente Adolf Hitler, os Cristãos Alemães recebem a proposta, para dentre outras coisas, abandonar do Velho Testamento, além de adotar resoluções em direção a um povo, um reino, uma crença. Isso foi considerado um excesso e o autor posteriormente desautorizado. O episódio, no entanto, mostra a aproximação da Igreja Protestante com as teses pagãs do nazismo, confirmando o que era dito no segundo verso. Em princípios de 1934, Martin Niemöller, desiludido, juntou-se à Igreja Confessional, que opunha-se ao movimento Cristianismo Germânico. Em 31 de maio de 1934 é lançada a Declaração de Barmen, em um Sínodo Geral e a Igreja Confessional declara-se a legítima herdeira da Igreja Protestante da Alemanha. Era o início do retorno ao pagamento do verdadeiro dízimo, porém muito ainda havia por vir. Em fins de 1935, a Gestapo houvera prendido setecentos pastores da Igreja Confessional e Hitler, em julho, designava o Dr. Hans Kerrl para o cargo de Ministro de Negócios da Igreja. Nazista moderado e cauteloso, Kerrl obteve inicialmente um grande sucesso conquistando o clero conservador, que representava a maioria, e organizando o Comitê Eclesiástico, dirigido pelo Dr. Zoellner. Em maio de 1936, Niemöller escreve uma carta (polida) a Hitler, protestando contra a interferência do Estado nas igrejas, às tendências anticristãs do regime e o anti-semitismo governamental. Resultado: Frick, Ministro do Interior respondeu impiedosamente, com a prisão de centenas de pastores da Igreja Confessional. Um dos signatários do documento foi morto no campo de concentração de Sachsenhausen (Dr. Weisler), os fundos da Igreja confiscados e ela proibida de promover coletas. Em 12 de fevereiro de 1937 o Dr. Zoellner demite-se e é respondido pelo Ministro de Negócios da Igreja, que afirma, entre outras sandices, rir-se da afirmativa de que o Cristianismo consistia na fé em Cristo como Filho de Deus. Segundo a peça, o verdadeiro Cristianismo era representado pelo partido e o Führer era o precursor da nova revelação.(ver nota de 16-05-2002(a)) Em 1937, 807 outros pastores da Igreja Confessional foram presos e mais algumas centenas nos dois anos seguintes. A maioria dos pastores, por fim, submeteu-se ao terror nazista, como de resto toda a população alemã. Em 1937, o Bispo Marehens foi obrigado a declarar a submissão dos cristãos alemães à concepção do nacional-socialismo e em 1938 a imensa maioria dos pastores houvera feito o juramento de fidelidade pessoal ao Führer. A profecia do segundo verso se cumpria, principalmente porque o objetivo declarado de Adolf Hitler, Bormam, Rosenberg e Himmler era eliminar o cristianismo, substituindo-o por um antigo paganismo dos deuses tribais e pelo novo paganismo dos nazistas (Ascensão e Queda do III Reich, William Schirer, vol. I pag. 358). Essa intenção
foi confirmada pela publicação de um programa de trinta pontos
por Alfred Rosemberg, já durante a guerra, para a Igreja Nacional do
Reich, que impunha, entre outras coisas, proibição de circulação
e difusão da Bíblia e a remoção de todos
os altares, crucifixos e santos. Em lugar, Mein Kampf, e à esquerda
do altar uma espada. Em lugar da cruz, a suástica.
Bom, por fim, temos
a declaração, feita em 1945, por Martin Niemöller, que
é famosa. Era de fato, uma admissão de culpa. Mas, qual a coisa
certa a fazer naqueles tempos? Sobretudo, diante de criminosos como os nazistas,
que impuseram um regime de terror só comparável ao dos regimes
comunistas (russo, chinês, cubano, albanês, romeno, etc ) ?
Observemos o texto acima. Muitos acusam a Igreja Católica, a Igreja Protestante, o Papa Pio XI, PI XII, etc, a resistência militar, a civil, e vai por aí. Sentam-se no conforto de suas casas e mesas de trabalho, em geral em países democráticos e declaram sentenciosos: os católicos eram aliados dos alemães no holocausto dos judeus, os protestantes apoiaram os nazistas contra os judeus, os judeus não reagiram ante ao genocídio, a reação foi pífia ou inoperante, os protestantes só resistiram por causa de questões intestinas, e vai por aí a fora. O fato é que milhões perderam a vida nos campos de concentração dos nazistas. Os regimes totalitários, baseados no terror, imobilizam as resistências e o nazismo foi particularmente eficaz nesse mister. A Revolução Russa perdurou por 73 anos, sem poupar os próprios partidários nos expurgos. Gostaríamos de
ver esses que tanto acusam os outros de fraqueza, traição, etc,
que acusam aos subjugados por regimes totalitários, no lugar dos que
tanto criticam. Curiosamente, um artigo que circula pela rede
afirma que Pio XII não deu nenhuma declaração contra o
holocausto. Pois é, mas Niemöller a deu. Inocentemente. Enviou
uma carta. Foi um milagre que tenha se safado vivo. Porque Dietrich
Bonhoeffer e Bernhard Lichtenberg também a deram. Mas não tiveram
a mesma sorte.
Os que acusam a Igreja Católica de colaboração com os nazistas esquecem-se do que é um estado totalitário. Um a palavra dita na hora errada pode custar a vida de milhares de pessoas e acreditamos terem sido essas as razões para a celeuma do colaboracionismo. Uma das características da máquina nazista parecia ser a de que nada, a não ser força bélica estrangeira, poderia impedi-la em seus desígnios. E temos a convicção íntima de que o desafio de peito aberto do mais fraco teve apenas a função de melhor identificar as vítimas para os piores criminosos que humanidade já deve ter conhecido em toda a sua história. Os dois últimos versos dizem que, com alma presa e as pequenas recompensas proporcionadas pelo que era de César, e não de Deus, a Igreja Protestante recolocaria nome do Filho em seu devido lugar, por que seu dízimo era suave e infinitamente mais compensador. Na ilustração, Bonhoeffer e ao lado o campo de concentração onde enfrentou serena e corajosamente a morte, em nome da crença N'Aquele a quem defendia. Abaixo, à direita, foto de Mueller. À esquerda, uma manifestação do movimento Cristianismo Germânico. Juntos, militantes das SAs. A cruz tendo uma suástica ao meio. O dízimo de Deus pago a César.(ver nota 16-05-2002(b)) |
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| Referências | ||
| IX,17, III,81, IX,16, X,89. | ||
| Notas | ||
| 22-JUN-2003. Revisão. | ||
| 06-NOV-2002. Revisão de texto. | ||
| 16-MAI-2002. Revisão do texto. | ||
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a) É mole ou querem mais? Já imaginaram? Adolf Hitler intitulando-se o novo ungido? O cara era maluco mesmo. Inteligente, mas completamente maluco. É como Nostradamus disse em sua Carta a Henrique: "... Et apres que tel temps aura duré longuement, sera presque renouuellé un autre regne de Saturne, & siecle d'or, "Dieu le createur" dira entendant l'affliction de son peuple (Hitler), Satan ( Stalin) sera mis, & lié dans l'abysme (Alemanha) du barathre dans la profonde fosse: & adonc commencera entre Dieu & les hommes une paix universelle (União Européia)..." Tradução aproximada: " ...E após aqueles tempos que durarão longamente, será então renovado [alusão à Fênix, que renasce das próprias cinzas; sai o Kaiser, vem Hitler depois] um novo reino de Saturno ["regime monárquico"] e ciclo do ouro (ver IX,17), [meu] Deus [,] o criador [de casos, Hitler, ver III,81] irá dizer-se um entendido da aflição de seu povo, Stalin [Satan sera mis & lié= Stan+mis+lié=Staline, alusão ao pacto germano-soviético. Muitos dizem que os campos de concentração de Hitler foram inspirados nos Gulags de Lênin] estará com o abismo [ver IX,16] do "pechincheiro" do fosso mais profundo [Stalin também enterrou os seus em fossos, voltamos mais tarde a esse tema] e então começará uma era entre Deus e os Homens e uma paz unversal [primórdios da União Européia, o Mercado Comum Europeu, após o término da Segunda Guerra, ver X,89] |
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| b) Bornhoffer, foi fuzilado dois dias antes do campo de concentração onde estava preso ser liberado pelos aliados (09/05/1945). Antes de ser fuzilado, pediu humildemente para rezar suas orações, ajoelhou-se e deixou-se executar, em um exemplo de submissão e humildade ao que entendera ser a Vontade Divina para com seu Destino. Um exemplo de fé talvez só comparável ao sacrifício do Dr. Martin Luther King. E sobre este, estamos procurando a sua quadra. Achamos difícil Nostradamus não ter escrito sobre ele e seu sonho. O Dr. Martin Luther King era um Pastor Metodista. | ||
| 13-FEV-2002. Interpretação inicial. | ||
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