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IV. 22. La grand copie qui sera
dechassée |
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IV. 22. O
grande exército que será destituído
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Esta quadra fala da renúncia de Nicolau II, da questão das nacionalidades e do ocaso de Lênin além de alguns outros fatos relacionados. Ilustra, de fato, uma cadeia de traições. Vamos analisar verso a verso.
O primeiro verso fala da destituição do
Exército
Imperial Russo, estando aqui contida a profecia de seu fim: o
Exército
Imperial Russo, desmembrado e tendo muitos de seus oficiais cooptados,
ainda que sob olhar de suspeição, foi
derrotado, surgindo
em seu lugar o Exército Vermelho.(La grand copie qui
sera dechassée).
Viu-se viu despojado e com isso estamos simbolizando a seguinte situação: a Rússia não estava preparada para manter um efetivo tão grande e o resultado foram as derrotas sucessivas, tributadas em muito à total ausência de apoio logístico. Diante de uma situação tão comprometedora, em janeiro de 1917, o General Krimov retornou da Frente do Leste para um encontro com o Presidente da Duma, Michael Rodzianko, e informou-o que as tropas não confiavam mais em Nicolau II e estavam dispostas a dar apoio à Duma, em um golpe de estado (a primeira traição). Rodzianko não desejava enveredar por esse caminho, porém telegrafou ao czar avisando-o da iminente ingovernabilidade da Rússia, além de preveni-lo sobre a influência adversa de sua esposa, Alexandra Fyodorovna na situação ("Você deve encontrar uma forma de afastar a Imperatriz da política"). Esta era uma alusão ao seu comportamento em relação a Rasputin, já morto. (ver V,95). Os fatos, bem conhecidos da história, evoluíram para a ordem de fechamento da Duma, por Nicolau II, em 26 de fevereiro, que não foi acatada, e levou à constituição do Governo Provisório, com o Príncipe Lvov à frente ( a segunda traição). Por fim, o fato que motivou o segundo verso foi a reivindicação da renúncia de Nicolau II em favor de um nome mais popular de sua família, feita pelo alto comando do Exército Imperial Russo, por meio de telegramas, com medo de uma reação violenta à constituição do Governo Provisório do Príncipe Lvov (a terceira traição). O nome cotado seria o do Grão Duque Michael Alexandrovich, que recusou-se a aceitar o trono, e em conseqüência Nicolau II abdicou em 1o de março de 1917. O terceiro verso envolve Lênin e Stalin e a questão do comissariado das nacionalidades. A promessa de Lênin em seus discursos era a da garantia de autodeterminação das diversas nacionalidades que constituíam o Império Russo e Stalin, nomeado o Comissário das Nacionalidades, teve, de fato, o poder sobre uma população de 65.000.000 de pessoas, metade da população da Rússia. Ao longo do tempo, a visão política de Stalin foi mudando, primeiro no sentido que ela seria dada apenas para os povos que constituíssem governos socialistas. Depois o próprio Lênin, tendo pressentido a manobra de Stalin, afirmou que uma sociedade moderna deveria depender de um forte controle centralizado, para demonstrar que continuava à frente da revolução. A quebra da promessa (não escrita) de autodeterminação dos povos soviéticos foi mais um dos fatores que contribuíram para a posterior impopularidade do comunismo de Lênin; essa quebra foi feita com o concurso de Stálin. O site Spartacus é uma referência rápida para esse tema. Lênin e Stalin romperam por causa desse tema. Após a ocupação da Geórgia em 1922 pelo Exército Vermelho, Stalin lançou uma violenta repressão sobre o Partido Comunista da Geórgia com o fim de suprimir o que chamou de "nacionalismo burguês". Lênin se opõe à repressão de Stalin e publica o artigo “A Questão das Nacionalidades ou Autonomia", em dezembro de 1922 e pouco depois Lênin e Stalin estão rompidos. Em seguida, Lênin e Trotsky se reaproximam e se aliam contra Stalin. (ver II,28, para o rompimento anterior de Lênin e Trotsky). Mas os bolchevistas já vinham de outras traições... (ver X,98) O quarto verso, explicado em parte pelo terceiro, fala da lamentável situação pessoal de Lênin, após os sucessivos derrames e do envenenamento decorrente dos projéteis localizados em seu corpo, devido ao atentado de 1917, com perda parcial de movimentos e a fala prejudicada. A foto do canto superior esquerdo mostra-o com olhos esbugalhados. Devemos observar que o quadro de saúde de Lênin acabou por afastá-lo do poder. A cronologia pode ser vista em II,28 e principalmente em XI,24. Há uma versão desta foto, divulgada na rede com retoques que procuram amenizar o olhar esbugalhado; os retoques foram feitos pelo regime comunista, a exemplo de outras falsificações fotográficas, atribuídas em geral a Stalin.
O quarto derrame encerrou sua vida em janeiro de 1924. IV, 22 = 4, 22 => 4+22= 26 26-MAI-1922 => Primeiro derrame de Lênin | ||
| Referências | ||
| IV,95, II,28, X,98, XI,24. | ||
| Notas | ||
| 26-MAR-2002. Detalhamento e correção do primeiro verso. | ||
| 24-FEV-2002. Modificação da ilustração e revisão do texto. | ||
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