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IV. 71
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![]() | IV. 71 No lugar da esposa as filhas trucidadas |
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Esta quadra faz referência à esposa de
Nicolau II, Alexandra,
e à Rasputin, seu amante. Essa
relação já
foi citada em IV,95,
quando é dito, no primeiro verso que o reino seria deixado aos
dois que bem pouco teriam. | ![]() | |
guardavam jóias escondidas sob
suas vestes, a saraivada de tiros não levou todos
imediatamente à morte.
Os golpes de misericórdia de baioneta terminaram o
serviço
tenebroso.
O segundo verso fala dos rumores sobre
a morte da família real na Rússia.
O clioma era de certeza da morte bda família real,
porém tudo
era comentado "à boca pequena". O clima social reinante, de
clara
opressão (ver LXII,Jun),
onde a coletividade era utilizada para esmagar as
liberdades individuais é citado neste verso.
Sobretudo, a casa de Nicolau em Ipatiev foi cercada com madeiras.
Ou
seja, a morte da família real não era
supertição,
era uma certeza. Mas não era comentada (
Meurtre à grand faute ne sera superstile).
O terceiro verso fala do que foi feito para ocultar seus
cadáveres,
inudando os corpos com gasolina (vestules inondées). Nem todos
corpos foram objeto do mesmo processo em virtude da
pressa com que as coisas foram feitas (ver LXXXIX,Out e VI,50)
E o quarto verso fala da esposa que
estava pelo hauste d´Aconile. A palavra hauste não
existe, mas temos os seguintes vocábulos:
hausse: alto
O termo d'Aconile
também não existe, mas temos:
acon: pequena nau usada para embarcar e
desembarcar mercadorias de um navio; uma nave "secundária" Sem falar do termo conífera.
Agora vamos tentar entender a imagem. Nostradamus usa o
termo barca,
nau, para designar uma igreja, seita religiosa, etc. Por
exemplo, a
Igreja Católica é chamada de nef, isto é
nave.
Rasputin designava-se a si mesmo como um religioso,
místico
e de fato os religiosos da Igreja Ortodoxa viviam às turras
com ele,
em um jogo de manobras com o fim de preservar o poder, uma vez que o
czar
era também o chefe da Igreja Ortodoxa. Talvez fique
claro, então,
o termo d'Aconile, que é um " barquinho", simbolizando o papel
de
Rasputin. Um serviçal, sem origem real.
Seria interessante ver XXXII,Nov.
O número da quadra cita o ano da Revolução Russa ao inverso: IV.71 => 17 => 1917. Não só isto: I,71=> 17 . A acompanhem o relato abaixo. 71=> 7+1=8 => 1918=> ano do assassinato. 17=> 7 => JULHO Um adendo sobre o terceiro verso Dedans les puys vestules inondées
Abjeto. É assim que reputo o assassinato dos Romanovs. Lênin já tinha-os prisioneiros. Matar uma família inteira, incluindo uma criança possivelmente hemofílica e meninas e moças que mal começavam a vida diante dos próprios pais foi um ato desumano que a História jamais esquecerá. O assassinato dos Romanovs inscreve-se na História sob epíteto da covardia e da desumanidade absolutas. Esta é uma tradução livre,retirada de um texto no site IPATIEV HOUSE, sem pedido de permissão formulado ainda, a respeito do que aconteceu na Casa de Ipatiev, em 17-JUL-1918. Uma massacre desumano de quem jamais poderia ter o nome de humano, sob os auspícios de um louco cuja memória a História acabará por forçar reconhecê-lo como um monstro. " Em 17 de Julho de 1918, pouco depois da meia-noite, o chefe dos guardas bolcheviques da família real acordou seus prisioneiros e pediu que descessem ao porão da casa para se abrigar. Ele disse que o exército Branco estava sitiando a cidade e que a batalha seria iminente. O ex-czar Nicolau II, sua esposa Alexandra, suas quatro filhas, Olga, Tatiana, Maria e Anstasia, o Tsaverich Alexei e seus fiéis: Doutor Botkin, dama de acompanhamento Anna Demidova, o cozinheiro Kharitonof e o lacaio Trupp rapidamente levantaram-se. Depois de se aprontarem, os prisioneiros desceram ao porão da casa onde foi solicitado que aguardassem o preparo de sua partida pra um local mais seguro. Dom lado de fora os Romanovs podiam ouvir o barulho de uma máquina. Yurovsky desapareceu. Para os prisioneiros, a espera foi prolongada. Alexandra solicitou algumas cadeiras. Alguém trouxe-lhes duas. Subitamente, Yurovsky entrou no recinto com 10 milicianos armados com rifles e pistolas, que então formaram um pelotão de execução. Todos os testemunhos a respeito do assassinato mencionam uma nota escrita por Yurovsky e que foi rapidamente lida por ele a Romanov imediatamente antes da execução. Por outro lado, o conteúdo da nota é mais discutido ainda... Yurovsky afirma ter dito algo como "Nicholas Alexandrovitch, seus amigosm tentaram salvá-lo mas não tiveram sucesso e somo obrigados a executá-lo". Essas palavras fazem referência aos diferentes planos (reais ou imaginados pelos soviéticos para justificar a execução) que teriam sido efetuados durante o seu cativeiro. Esta versão foi mantida pelo Juiz Sokolov em seu trabalho e por by Pierre Gilliard em seu livro. Outras testemunhas ou fontes mantêm um ponto de vista diferente. De acordo com elas, a nota soou como "Como seus parentes na Europa conduzem seus ataques contra a Rússia Soviética, o Comitê Executivo dos Urais decidiu fuzilá-lo". Segundo outras fontes, Yurovsky teria concluído por "Sua vida terminou". Alexandra e uma de suas filhas fez o sinal da cruz.NIcholas não compreendeu as palavras de Yurovsky e perguntou "O quê?" Mas Yurovsky já havia carregado seu revólver Nagan a atirou em Nicholas que caiu. Foim o sinal para uma descarga geral. Cada homem tinha seu próprio alvo. Yurovsky reservou para si mesmo o Czar e Alexei. Quando o fogo dos fuzis parou, algumas da vítimas ainda estavam vivas. Os soldados completaram suas tarefas com coronhadas de fuzis e baionetas. Em seguida os corpos oram carregados em um caminhão que deixou Ekaterinburg às 2h30min em direção a uma antiga mina de ferro conhecida como "a mina dos quatro irmãos" (por causa de quatro grandes pinheiros), localizada no meio de uma floresta próxima a à estada de Koptiaki. Lá, em uma clareira, os corpos foram despidos e os bolcheviques começarama queimar suas roupas. então os soldados descobriram muitas jóias escondidas, nos espartilhos das filhas que ao protegê-las das balas acabaram estendendo suas agonias. Os bolcheviques atiraram os corpos no poço desabado e inundado da mina, mas não havia água suficiente e ainda podiam ser vistos. Então jogaram galhos de árvores no poço da mina para esconder os corpos.{cf. com terceiro verso: Dedans les puys vestules inondées). Na manhã seguinte, por volta das onze da manhã, "o representante militar" Philip Golochtchekine e o presidente do Soviete local Bieloborodo vieram para inspecionar o serviço. Encontraram os traços visíveis da carnificina e o poço da mina não era fundo o suficiente e seus homens deviam esconder os corpos dos Romanovs em outro local. Durante a noite, por volta das 4h30min, Yurovsky e seus homens trouxeram os corpos do poço da mina e tentaram queimá-los (os do Czar, Alexei, Alexandra e Botkin). Mas os corpos estavam molhados e não puderam entrar em combustão. Eles então reconduziram os corpos aos caminhões (incluindo os 4 que eles carbonizaram) para queimá-los em outra mina mais funda localizada não longe dali. Porém, após algumas milhas, o caminhão Fiat ficou preso na lama. Como estavam próximos a uma passagem de nível, retiraram dormentes de madeira de forma que os caminhões pudessem passar pela lama e decidiram queimar os corpos no local, sob a estrada. Começaram a cavar um buraco, rapidamente colocaram os corpos dentro dele, recobriram-nos com os dormentes de madeira e deixaram o local, esperando terminar mais tarde.[ ver VI,50] Mas os eventos não lhes deram tempo de terminar sua tarefa, porque alguns dias depois, em 25 de julho, Ekaterinburg caiu sob o avanço do expercito branco." Nesta home page há várias traduções de diversos textos espalhas nas diversas quadras, sextilhas e presságios. Nenhuma dessas traduções tão difícil de elaborar quanto a desta. Um assassinato simplesmente revoltante em todos os detalhes.(C.N) | ||
| Referências | ||
| IV,95, I,52,P062M06, P089M10, VI,50, P032M11. | ||
| Notas | ||
| 31-AGO-2002. Revisão de toda a interpretação. Documentação do envolvimento entre Rasputin e Alexandra. | ||
| 21-JUN-2002. Interpretação inicial. | ||
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