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IV,80
A Linha Maginot. A Nova Ordem na Europa: 
Quinze Países Atingidos pela Revolução Nazista. A Segunda Guerra Mundial.
Interpretação inicial em 01-NOV-2006.
Revisão em 09-NOV-2006.
 
IV,80

     Pres du grand fleuue grand fosse terre egeste,
En quinze pars sera l'eau diuisee:
La cite' prinse, feu, sang cris conflict mettre.
Et la pluspart concerne au collisee.


IV,80

Perto do grande rio grande fosso, terra cavada
Por quinze partes serão as águas (da revolução) divididas
A cidade (Paris) tomada, fogo, sangue e gritos o conflito trará
E a maior parte (do mundo) se reportando ao conflito (A Segunda Guerra Mundial)
     

Esta quadra refere-se ao início da Segunda Guerra Mundial e ao avanço alemão na a França, contornando a Linha Maginot que ao final de tudo revelou-se uma fraca linha defensiva, tendo sido  derrotadas duas vezes no intervalo de poucos anos as forças que ocuparam-na.

A Linha Maginot  

O projeto da Linha Maginot emergiu do medo da França de novas invasões por suas fronteiras. Baseava-se, entretanto, em concepções militares defensivas que mostraram-se inúteis face aos modernos conceitos militares de mobilidade e exploração de território. Talvez uma das principais fraquezas de sua concepção era acreditar na inexpugnabilidade de áreas desocupadas militarmente abandonadas aos obstáculos geográficos naturais em sua defesa.

A imobilidade da Linha Maginot, onde posições fortificadas subterrâneas, ligadas entre si por uma ferrovias  foi facilmente superada no avanço alemão de 1940, que circundou-a com facilidade. Não é menos verdade que a  maior parte dos efetivos que defendiam-na rendeu-se sem luta face à debacle militar da francesa diante Blitzkrieg alemã, uma combinação de exércitos mecanizados,  as divisões blindadas Panzer, da Lufwaffe, enfim um avassalador avanço militar alemão que produziu vitórias militares espetaculares em pouco tempo. Rapidamente, a maior parte da Europa caía diante da superioridade militar alemã face aos novos cvonceitos empregados.

Em 11-NOV-1918 terminava a Grande Guerra,  deixando para trás uma França arrasada e exangue e desejosa a todo custo de evitar uma nova guerra. Essa atitude francesa reflete-se em posturas cujos melhores exemplos talvez sejam as instanciações de Bonnet previstas em  I,34 e a passividade francesa na ocupação da Renânia,   prevista em III,81.  Mas nos quatro anos, a França houvera sido ocupada continuamente em uma guerra de atrito que custara-lhe um milhão de vidas  e entre quatro e cinco milhões de feridos e mutilados, só entre suas tropas. A questão vital da França no pós-guerra passou a ser como impedir de ser invadida de novo. O tratado de Versalhes, cuja severidade e propósito de punir os vencidos é  reconhecida  hoje como um dos principais motos da Segunda Guerra, era um esforço para bloquear a remilitarização da Alemanha, mas era insuficiente para fornecer a garantia de defesa.

Três escolas de pensamento militar emergiram no debate  que se seguiu ao final da Primeira Guerra, duas delas essencialmente defensivas. A primeira, defendida pelo Marechal Joffre, propunha uma linha de defesa pequena extensão porém com um grande efetivo militar; a segunda, defendida por Petain, propunha uma extensa linha subterrânea interligada; a terceira, baseada na mobilidade, era defendida por um jovem oficial chamado Charles De Gaule. Das três, impôs-se a de Petain, considerado então um herói militar. A justificativa das concepções defensivas em torno de uma linha de fortificações prendeu-se a uma avaliação quanto ao que havia melhor funcionado na Grande Guarra e o paradigma escolhido foi Verdun, com suas grandes fortalezas. Em que pese terem sido tomadas com grande facilidade pelos alemães em 1916, isto teria acontecido porque o numerário de tropas à época da queda era de menos de 20% do exigido e isto de fato soou como um argumento a  reforçar a idéia de que uma linha de fronteira fortificada seria a melhor forma de conter as invasões. Como a Primeira Guerra houvera sido um conflito de atrito direto, com longas  frentes  de combate sob trincheiras, era lógico supor que  linhas superfortificadas permitindo a mobilidade interna das tropas por linhas de trens  funcionariam a contento - e provavelmente a tática/estratégia de Trotsky no Exército Vermelho durante a Revolução Comunista de 1917 talvez também  estivesse presente nas mentes dos militares.  

Em 1922, André Maginot, o recém-empossado Ministro da Guerra francês começou por desenvolver um compromisso fortemente baseado no modelo de Petain e mesmo em 1924, quando foi substituido por Paul Painlevé, manteve-se ligado ao empreendimento. Os avanços na construção da Linha Maginot receberam forte impulso em 1926, quando Maginot e Painlevé obtiveram recursos para um novo órgão, o Comitê de Defesa da Fronteira, para a construção de  três seções expeirmentais de um novo plano de defesa, também amplamente baseado no modelo de Petain. Em 1929, Maginot retorna ao Ministério e continua seus esforços para ver a fortifcação concluída, sofrendo, no entanto, a oposição dos socialistas e comunistas.

O plano defensivo da Linha Maginot também incluía as fronteiras com a Itália. Ambas, Itália e Alemanha, eram consideradas ameaças potenciais, a primeira principalmente com o advento de Benito Mussolini. No entanto, era inconcebível estabelecer prioridades para a fronteira com a Bélgica, uma vez que esta era considerada uma aliada natural e o plano envolvia a estratégia de lutar em solo belga em caso de invasão, posto que a Floresta das Ardenas era considerada impenetrável e as demais fortificações seriam suficientes para permitir o envio massivo de tropas para lutar dentro da Bélgica em caso de invasão. 

A integração da Linha Maginot com o Rhine era natural, na medida em que suas pequenas fortificações (as "petit ouvrages") acompanhavam-no enquanto o rio faz a fronteira da França com a Alemanha. As grandes fortificações (as "grand ouvrages") começavam em "ângulo reto", quando o Rhine deixava de faqzer a fronteira e seguia pelo trecho que corta o território alemão ("Pres du grand fleuue grand fosse terre egeste"; seguir o link para um mapa do Rhine   e para a Linha Maginot; comparando-se os dois mapas é possível ver a integração da Linha Maginot com o Rio Rhine) 

O principal período de construção da Linha Maginot ocorreu entre 1930 e 1936; em 1932 Andre Maginot morre sem ver a obra terminada, que acabou tendo  o seu nome indissoluvelmente associado, em que pese ela ter sido uma concepção principalmente de Painlevé  e também de Petain. Foi, porém,  Maginot que permitiu que ela saísse do papel e acbou como seu grande patrocinador.

A Linha maginot não era uma única estrutura contínua; eram 500 prédios separados, cada qual disposto de acordo com plano detalhado, mas inconsistente. As unidades centrais eram os grandes fortes, ou "ouvrages", localizados a 14km de distância, aproximadamente, de um a outro, com capacidade para abrigar 1.000 soldados, além das baterias da artilharia. Entre as grandes "ouvrages", as pequanas fortificações completavam o espaço vazio, podendo cada uma delas abrigar entre 200 e 500 homens, além de peças de artilharia de menor poder de fogo. A fortificações maiores eram pŕedios sólidos, capazes de suportar fogo pesado. As cúpulas de aço abrigavam peças de artilharia e tinham entre 30 e 35 cm de expessura na blindagem. No total, havia 58 "ouvrages" na fronteira leste e 50 na fronteira italiana. Os fortes eram sólidos, com paredes de concreto de 3,5m de expesura, além de placas de aço, tudo isto com o fim de suportar bombardeios pesados. 

A rede de fortificações formava a espinha dorsal da linha defensiva. Havia centenas de casamatas, blocos de múltiplas funções separados pouco mais de 1km entre si, cada qual fornecendo uma base segura. Essas construções eram ligadas por linhas de trem subterrâneas e foram construídas dentro do que havioa de mais moderno na engenharia da época. Sobretudo, atenção especial era dada ao "staff" de operação, onde técnicos qualificados operavam as fortificações.

Quando a guerra irrompeu em 1940, o plano alemão foi simples: uma parte invadia a Bélgica, como era esperado, outra partiu para engfrentar a Linha Maginot diretamente e um terceiro exército invadiu or onde não era esperado que isto acontcesse, pelas Ardenas e sua floresta montanhosa. Essa disposição de tropas  separou em pouco tempo a Linha Maginot do resto da França, cortando suas linhas de suprimento e energia. Em 09-JUN-1940 toda a linha Maginot caía pela primeira vez, até com poucas batalhas travadas. A maior parte dos soldados rendeu-se enquanto que os poucos  que permanceram lutando após o armisticio  foram capturados com facilidade.

A Linha Maginot foi um erro de concepção, um reflexo da postura francesa em evitar uma nova guerra a qualquer preço e que acabou levando-a a adotar uma estratégia militar desatualizada perante os modernos conceitos de mobilidade da Blitzkrieg. Curiosamente, os alemães usaram a Linha Maginot para tentar bloquear o acesso dos aliados, após a invasão da Normandia e também foram derrotados. Nesse caso, há uma interessante observação a fazer: a Linha maginot fora construída para bloquear os avanços vindos da Alemanha e os alemães na segunda queda da linha tentaram usá-la contra uma força que vinha do lado oposto ao que era esperado pelos projetistas. Apesar disto, os combates em Metz foram encarniçados, mas  Linha Maginot acabou derrotada pela segunda vez.(Fontes: The Maginot Line, About.com)            

* * *

 O primeiro verso fala da Linha Maginot, conforme a descrição feita acima e o grande fosso e rio refere-se ao Rio Rhine, na fronteira entre a Alemanha e a França.

O segundo verso refere a como Nostradamus caracteriza o nazismo, uma revolução, da forma em que citado,  por exemplo, em XI,21. O termo "águas" em seu sentido simbólico refere-se a revolução ou mudança e devemos entender a referncia implícita à Nova Ordem na Europa que o nazismo desejava impor. É dentro desse contexto que temos que compreender o significado das "águas  divididas pro 15 pares", pois na Europa 15 países sofreram os efeitos da revolução nazista: Polônia, Dinamarca, Noruega, Luxemburgo, Bélgica, Holanda, França, Renino Unido, Yugoslávia, Grécia, União Soviética, Lituânia, Latvia, Estônia e Itália. Esses foram os que de alguma forma foram afetados pela agressão. Nesta lista, evidentemente não estão os países que estavam ao lado dos alemães. Uma observação deve ser feita neste ponto com respeito à Itália, que foi efetivamente um país ocupado pelos alemães após a queda de Mussolini em 1943, ainda que ao início da guerra, mesmo sem ter assinado o Tratado Tripartite, como os demais aliados de Hitler,  era considerada uma das potências do Eixo. Da mesma forma, a União Soviética e a Alemanha assinaram um pacto de não agressão imediatamente antes do início da Segunda Guerra, em 22-AGO-1939. Os países que assinaram Pacto Tripartite foram: Slovakia,Albania,Hungria, Bulgaria, Romania e Iugoslavia. Da mesma forma, a Iugoslávia, por meio dos partisans também opô-se a à Alemanha nazista.             

 O terceiro verso fala da cidade tomada, isto é Paris, e da ao final de tudo, da queda da França. Este tema está desenvolvido por exemplo, em Sextilhas, Adolf Hitler, o Nazismo e a Segunda Guerra Mundial ou em Adolf Hitler, o Nazismo e a Segunda Guerra Mundial

O quarto verso é uma previsão da Segunda Guerra Mundial. O termo "collisee", vem da forma latina "collisio", que quer dizer, entrechoque, conflito e o verso diz que a maioria dos países estaria envolvida no conflito. 




     
Referências
     
I,34, III,81XI,21. 
     
Notas
     
09-NOV-2006. Interpretação final.

01-NOV-2006. Interpretação provisória, pendete de detalhamentos sobre o papel da linha Maginot, a questão da NOva Ordem (a revolução nazista na Europa), a ocupação de Paris e o aspecto global da guerra estão pendentes de detalhamento.  

     
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