|
|
|
|
|
|
Índice Completo | Página Principal | Próx.(Cent) |
|
|
Rasputin e
Alexandra, as Revoluções de 1917, Brest-Litovsk. |
|
IV.
95. |
![]() |
IV. 95. O reino deixados aos dois que bem pouco (tempo) terão |
|
Esta quadra fala de vários temas relacionados com a Rússia, alguns deles confirmando os rumores que circulavam na Rússia sobre o relacionamento da Tsarina com Rasputin, que recentemente confirmaram-se por meio de documentação obtida face ao desmonte da União Soviética. Em setembro de 1915, Nicolas II assumiu o comando supremo do Exército Russo que lutava na Frente Leste, ao lado da Tríplice Aliança (França, Itália e Grã-Bretanha, os principais). A decisão fora motivada por sugestões de Rasputin e da Tsarina Aleksandra, de origem alemã. Nicolau II acedeu à orientação, mesmo com os protestos do Governo Imperial. O Grão Duque Nicholas Nikolaievich, seu parente, foi afastado do comando e Nicolau II partiu para a frente de batalha. Essa decisão fatal terminou por custar-lhe a vida e a dos seus. Com a partida de Nicolau II, o país passou a ser governado pela Tsarina Alexandra e por Rasputin, como indica o primeiro verso. Os conselhos de Rasputin levaram (talvez melhor, precipitaram) a Rússia às Revoluções de Fevereiro e de Outubro de 1917, as duas "vestais" do terceiro verso. Alessandra e Rasputin tiveram pouco tempo. Em dezembro de 1916, Rasputin morre assassinado, em uma conspiração que envolveu a Duma e membros da Casa Real. Documentos obtidos recentemente (correspondências entre Alessandra e Rasputin) comprovam, a menos de qualquer dúvida, o envolvimento íntimo de ambos. E isso está dito sem sombra de dúvida no primeiro verso, pois é patente o significado da expressão ter pouco. No caso, muito pouco. Um ano e três meses. Mas pode ser quer o tempo citado seja aquele de duração do relacionamento entre Rasputin e Alexandra. A indignação de Nostradamus é destacada também em IV,71: En lieu d' espouse les filles trucidées, ou seja em lugar da esposa, os filhos trucidados. O segundo verso fala do tempo que a Rússia esteve em guerra(vide observação acima). De 01/08/1914, data da declaração de guerra da Alemanha até 01/03/1918, época da assinatura do Tratado de Brest-Litovsk, são três anos e sete meses, considerando as datas antigas, como observa Nostradamus (passez). Isto evidencia um conhecimento sutil da mudança do calendário da Rússia, de Juliano para Gregoriano, o que causa uma discrepância de datas ao analisarmos os eventos daquele país, já que os bolchevistas promoveram a mudança. (A diferença é de uns treze dias, aproximados, se não estivermos enganados). As duas vestais são as Revoluções de Fevereiro e de Outubro, onde a insurgência se de face às sucessivas derrotas militares do Exército Imperial Russo, agora com Nicolau II à frente, mas também ecoando a indignação popular com relação ao envolvimento de Alexandra e Rasputin. Por fim, o último verso declara a vitória da Revolução Comunista, com o fim da Guerra Civil em dezembro de 1920, com queda total de Yeravan e constituição de um governo socialista. Os tempos da Revolução Comunista têm, no julgamento de Nostradamus, a caraterística da traição. Lênin (+bolchevistas + socialistas), comprado pelos alemães do kaiser (ver X,98), aposta na derrota da Rússia (VIII,Jun) e volta pregando uma implacável retaliação aos que vierem a dar apoio à guerra (ver VI,61); por sua vez, sua promessa de promover a autodeterminação das minorias étnicas que compunham a Rússia foi fraudada por Stálin (ver IV,22) que, por sua vez, traiu Lênin de novo, quando este encontrava-se em estado de total desorganização pessoal (ver IV,22) ao fim da vida, no célebre telefonema a Krupiskaia; Lênin por sua vez, contra-ataca, unindo-se a Trotsky, e pregando a destituição de Stalin do cargo (testamento a Lênin; já localizamos uma quadra com referência a Trotsky e Stalin, ao que tudo indica). Por outro lado, em fevereiro/1917, o Exército Imperial dirige-se à Duma para conspirar contra Nicolau II, que, é traído aí duplamente, pela Duma (Lvov, Kerensky) e pelo Exército (ver IV,22) . Nicolau II tem sua morte praticamente decretada ao assumir o posto de chefia do Exército, por sugestão da czarina e de Rasputin, com quem ela o traía. (ver esta quadra). As massas proletárias da Rússia traídas pela demagogia de Lênin (ver XLIII,Set); os bens confiscados, dos nobres, da Igreja (ver VI,49). Por fim, Nicolau II é morto em sua própria casa, junto com filhos, esposa, parentes ( ver I,52) a tiros e a baioneta. Stalin, por sua vez, promove os expurgos junto aos seus próprios camaradas (ver VI,74). Se continuarmos, este trecho vai acabar igual à Carta à Henrique. Vamos parar por aqui. Pelo menos por enquanto. Com uma observação: talvez o único elogiado, até pelos adversários, tenha sido Nicolau II. Nostradamus os chama de Grande Grande. (ver XXXII,Nov). Em tempo: já foi tarde, virtuosa. (ver LXXVIII,Dez). Para
os aficionados em numerologia:
IV. 95
=> 4, 9 + 5 => 4+9+5 = 18. 1918, ano da saída da Rússia da guerra com a assinatura do Tratado de Brest-Litovsk.
(MAR-1918)
|
||
| Referências | ||
| IV,71, X,98, VIII,Jun, VI,61, IV,22, XLIII,Set, VI,49, I,52, VI,74, XXXII,Nov, LXXVIII,Dez. | ||
| Notas | ||
| 17-JUL-2003. Revisão de texto. Introdução de ralação numérica (ano de início da guerra) | ||
| 08-DEZ-2002. Revisão de texto. | ||
| 01-FEV-2002. Interpretação preliminar. | ||
|
|
|
|
|
|
Índice Completo | Página Principal | Próx.(Cent) |
|
|
Copyright ©2001-2002 Todos os direitos reservados. Reprodução e uso proibidos sem autorização |