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V.
26. |
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V. 26.
A gente escrava (da Rússia) por
causa de um acaso militar favorável |
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Esta quadra fala de Lênin, Stalin, Fidel Castro e da expansão da Revolução Comunista pelo mundo sob o domínio de Stalin. O primeiro verso uso o duplo sentido para indicar a origem do povo e a sua situação: gent esclave = gente escravizada (explorada) e também gente eslava, os russos. O segundo verso fala da proeminência da União Soviética no cenário mundial ( a polarização com os EUA), durante o período da Guera Fria, mas diz que essa posição era "um tanto elevada", isto é, mais aparente do que real e decorrente de uma questão militar e não econômica, como ficou claro após o esfacelamento da União Soviética. Esse tema também acha-se indiretamente analisado na quadra X,98, que analisa o ativismo político e a internacionalização da ideologia comunista pela via da luta armada. O " heur martiel" citado é a derrota militar da Alemanha em 1918. Esse fato praticamente tornou letra morta o Tratado de Brest-Litovsky e terminou por enfraquecer o ímpeto do Kaiser em divulgar as denúncias de suborno e traição, em tempo de guerra, contra Lênin e os bolchevistas (ver X,98). O Kaiser tencionava utilizá-las para destruir a Revolução Russa. Por um acaso (a entrada dos EUA na primeira Guerra, face à desastrada política externa do Kaiser), a Alemanha se viu derrotada e os fatos contundentes não foram divulgados. O kaiser passou a temer por sua segurança, face à eventual associação de seu nome com os "judeus bolchevistas", em tempo de guerra. A Alemanha derrotada e humilhada pelo Tratado de Versailhes estava sedenta por bodes expiatórios. O ímpeto racista àquela época era muito forte e esse fato foi usado por Hitler nos primórdios de seu discurso político. Citamos, adicionalmente, outros fatos históricos que também ajudaram a União Soviética a adquirir um status elevado no concerto internacional: 1) A Primeira Guerra Mundial, em seu que, por meio das derrotas do Exército Imperial Russo, propiciou o enfraquecimento do regime czarista, criando as condições adequadas de instabilidade para a eclosão da Revolução Russa de 1917. 2) A organização do Exército Vermelho, por Trotsky, sem dúvida uma força militar poderosa que acumulou vitórias inegáveis ao longo de sua existência. Talvez, a sua única derrota, e ainda assim localizada e ao final da União Soviética, tenha sido no Afeganistão. De qualquer forma uma derrota circunscrita e sem maior conseqüência militar direta. 3) A própria entrada dos EUA na Primeira Guerra, incitada por um ato equivocado dos alemães (conspiração para que o México retomasse seus territórios nos EUA) não pode ser tributada como totalmente negativa para os soviéticos porque permitiu que os efeitos desfavoráveis do Tratado de Brest-Litowsky fossem eliminados, face à derrota alemã (atenção: a entrada dos americanos foi antes do tratado). 4) O ataque a Pearl Harbour pelos japoneses terminou por reduzir o ímpeto de guerra alemão, com a entrada dos americanos na Segunda Guerra Mundial. Como conseqüência, com a Inglaterra, França e Alemanha em frangalhos, restou ao Exército Vermelho assumir o controle do Leste Europeu, praticamente sem forças de oposição. A polarização das superpotências na segunda metade do Séc. XX foi devida a esse aumento da esfera de influência da União Soviética na Europa, um fato nitidamente militar e não econômico. O ex-presidente americano Ronald Reagan foi o protagonista do desmantelamento da União Soviética. Em uma reunião com o Gen. Vernon Walters disse estar cansado de ouvir de seus assessores que a União Soviética possuía números que a colocavam à frente dos EUA, no campo militar. E indagou-lhe: "Onde temos mais do êles?". E a resposta veio direta: "Dinheiro". O estrangulamento econômico imposto à União Soviética pela política de Ronald Reagan decretou a sua morte, que sobreveio em meio a uma enorme crise econômica na Rússia, durante um longo tempo. Isso talvez sirva para mostrar que, diferentemente de outras supremacias, como a da Inglaterra, da França, etc, ao longo da História, a soviética foi calcada essencialmente no aspecto militar e em sua esfera de influência apenas. O terceiro verso fala do governante que levará a cabo essa expansão: Stalin, um provinciano, que sucedeu a Lênin.
O quarto verso, fala da expansão da Revolução Comunista,
que transporia o mar (O Oceano Atlântico) e uma cópia
(de Stalin, isto é, Fidel Castro) seria levada aos montes (Sierra
Maestra em Cuba, de onde a Revolução Cubana começou,
para conquistar o resto da ilha). Fidel procurou identificar-se com Lênin, como
mostram suas fotos do período inicial da Revolução Cubana, porém a identificação
pelo tempo em que permanece no poder e as "conspirações" contra as quais luta
permanentemente mostram que ele é uma cópia de Stalin.
Vide Notas. Algumas coincidências numéricas V, 26 => 1926 , ano da morte de Felix Edmundovich Dzerzhinsky, o grande "chefe" da Cheka, depois GPU, NKVD ect |
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| Referências | ||
| X,98. | ||
| Notas | ||
| 20-NOV-2005. | ||
| Passer la mer copie aux monts levé. | ||
| 20-NOV-2005 | a) 04h45 » Fidel brinca sobre "Parkinson" e diz estar "melhor que nunca" | |
| 08-JAN-2003. Tradução dos artigos do tratado de Brest-Litovsk. Ver ao fim da página. Os números dos parágrafos da tradução podem não corresponder ao original, porque foram inferidos a partir do texto. | ||
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26-AGO-2002. Breve revisão de texto. |
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| 13-FEV-2002. Correção da identificação de Fidel Castro. Fidel buscou aproximar sua imagem com a de Lênin e não com a Stálin. O termo copie também significa exército, porém cremos que a interpretação mais próxima ao significado pretendido da quadra é a que destaca o aspecto ideológico da Revolução Comunista em seu ímpeto de buscar a internacionalização, como forma de tornar-se universal. (ver X,98). Principalmente porque as tropas do Exército Vermelho não foram exatamente deslocadas para Cuba. | ||
| 28-JAN-2002. Quadra revista em 28-DEZ-01. Descoberta do significado do termo heur martial. | ||
| 25-JAN-2002. Reinterpretação
do quarto verso. Menção à Revolução
Cubana.
Para quem ainda não percebeu: os da Revolução Comunista vão atingir um grau de altura um tanto elevado ("vão ficar numa boa, vão subir na vida"); sai Lênin entra um provinciano (Stalin)... Atravessa os mares e surge uma cópia (de Stalin, Fidel) bem elevada, em Cuba, nos montes, lá no alto de Sierra Maestra... Se é que ele não está dizendo aquilo que a gente está pensando mesmo no início do quarto verso... Vamos ver, Stalin morre em fevereiro de 1953, a Revolução Cubana vem poucos anos depois...Tudo rimadinho, na métrica, com apócope e coisa e tal. Nostra, meu caro, com todo respeito (e só aqui entre a gente e a torcida do Flamengo), como já dissera antes, quero morrer em boas graças com a vossa pessoa... |
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Artigo I. Os estados da Alemanha, Áustria-Hungria (Império Austro-Húngaro) e Turquia, por um lado, e Rússia, pelo outro, declaram que o estado de guerra entre eles cessou. Os Estados resolveram, por conseguinte, viver em paz e amizade entre si. Artigo II.
As partes contratantes irão se abster de qualquer agitação ou propaganda contra
o Governo ou instituições públicas ou militares da outra parte. Em que pese esta
obrigação recair sobre a Rússia, vigora também para os territórios ocupados
pelas Potências da Quádrupla Aliança. Artigo III. Os territórios situados a oeste da linha concordada pelas partes contratantes, que pertenciam anteriormente à Rússia, não estarão mais sujeitos à soberania russa; §1. A
linha concordada está traçada no mapa submetido como uma parte essencial deste
tratado de paz. A fixação exata da linha será estabelecida por uma
comissão russo-germânica. §2. Os
distritos de Erdehan, Kars e Batum irão, da mesma forma e sem retardo, ser
evacuados por parte da tropas russas. A Rússia não interferirá na reorganização
das relações nacionais e internacionais desses distritos, mas deixará a
cargo das populações locais desses distritos, a condução dessa
reorganização, de acordo com os estados vizinhos, especialmente com a Turquia.
§2 A Finlândia e as Ilhas Aaland serão imediatamente evacuadas das tropas russas e da Guarda Vermelha Russa e os portos finlandeses da frota russa e das forças navais russas. Na medida em que o gelo impedir a transferência de vasos de guerra para os portos russos, apenas forças limitadas irão permanecer a bordo dos vasos de guerra. A Rússia deverá por fim a toda agitação ou propaganda contra o governo ou instituições públicas da Finlândia. §3 As fortificações construídas nas Ilhas Aaland deverão ser removidas tão cedo quanto possível. Com relação à permanente não fortificação dessas ilhas tanto quanto ao tratamento posterior dessas ilhas com respeito aos aspectos militares e técnicos da navegação, um acordo especial deverá ser concluído entre a Alemanha, Finlândia, Rússia e Suécia; há o entendimento com o efeito de, ao desejo alemão, que outros países limítrofes com o Mar Báltico serem consultados sobre esse assunto. Artigo VII. Em vista do fato da Pérsia e Afeganistão serem estados livres e independentes, as partes contratantes obrigam-se mutuamente a respeitar a independência política e econômica e a integridade territorial desses estados. Artigo VIII. Os prisioneiros de guerra de ambas as partes serão liberados para voltar às suas terras natais. O estabelecimento das questões conexas será efetuado por meio de tratados especiais providenciados no Artigo XII. Artigo IX. As partes contratantes renunciam a compensações por suas despesas de guerra, isto é, dos gastos públicos na condução da guerra, bem como da compensação pelas perdas de guerra, isto é, a perdas então causadas por elas e seus compatriotas dentro das zonas de guerra em função de medidas militares, inclusive todas as requisições efetuadas no território inimigo. Artigo X. As relações
diplomáticas e consulares entre as partes contratantes serão reiniciadas
imediatamente com a notificação do tratado de paz. Com respeito à admissão
recíproca de Artigo XI. Com respeito às relações econômicas entre as Potências da Quádrupla Aliança e a Rússia, as regulamentações contidas nos Apêndices II-V são determinativas... Artigo XII. O
restabelecimento das relações legais públicas e privadas, a troca de
prisioneiros de guerra e cidadãos internados, a questão da anistia bem
como a quentão inclusa do tratamento dos navios mercantes que acabaram sob o
poder do oponente serão regulamentadas em tratados separados com a Rússia, que
forma uma parte essencial no tratado global de paz e, tão logo viável, entrará
em vigor simultaneamente com o último. Artigo XV. O presente tratado será ratificado. Os documentos de ratificação deverão, tão cedo quanto possível, ser trocados em Berlim. O Governo Russo obriga-se, ao desejo de uma das Potências da Quádrupla Aliança, executar a troca dos documentos de ratificação dentro de um período de duas semanas. A menos do estabelecido de outra forma em seus artigos, em seus anexos ou em tratados adicionais, o tratado de paz entra em vigor no momento de sua ratificação. Em testemunho os então plenipotenciários assinam este tratado de próprio punho. Executado em cinco vias em Brest-Litovsk, 3 de março de 1918. |
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