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Os Dias de Julho. A Fuga para a Finlândia.
A Guarda Vermelha. Revisão em 27-08-2002 |
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VIII. 92 |
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VIII. 92 |
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Esta quadra fala da perigosa viagem de Lênin à Finlândia,
em julho de de 1917, em fuga, face aos mandatos de prisão expedidos
contra ele, em 19/07/1917, entre outros. Os pedidos de prisão davam oficialmente
uma razão - os distúrbios de julho/1917 em Petrogrado - porém
o real motivo foi a descoberta, pelo serviço secreto francês,
das operações de remessa de dinheiro para o pessoal de Lenin
por meio do Banco da Sibéria. Esse dinheiro foi rastreado de
volta, por meio de um banco da Escandinávia, até a Alemanha.
Tanto o Governo provisório quanto o Serviço Secreto Francês
detinham essas informações. E essa foi a razão efetiva
dos mandatos de prisão expedidos em 19/julho/1917. No processo contra
Lenin, o Governo provisório compilou 20 volumes de evidências contrra Lenin. No front da
guerra, a ofensiva desmoronou. Quase dois milhões de soldados
desertaram. As notícias indicavam que regimentos inteiros recusavam-se
a se dirigir para a frente de batalha e essa era uma atitude condizente
com a propaganda bolchevista e sua posição assumida perante
à guerra. Em síntese, as idéias lançadas nas
Teses de Abril de Lenin. As notícias falavam dos soldados que
abandonavam as linhas de frente e usavam do armamento de que dispunham
na expropriação de terra do antigos proprietários,
a maioria proveniente da nobreza russa. O Governo Provisório
condenava essas ações, porém estava impotente
para detê-las (ver P008M06).
O governo
de Kerensky percebeu a real ameça que Lenin representava e em 19/07 decreta
sua prisão. No entanto, um funcionário bolchevista do Ministério da Justiça
descobre a ordem de prisão. Lênin é avisado e é organizada a sua fuga para Finlândia,
de avião (
LOIN hors du regne mis en hazard voyage). São presos Gregory
Zinoviev, Lev Kamenev, Anatoli
Lunacharsky, and Alexandra Kollontai, entre outros (Le Roy tiendra
les siens captif, ostage).
O quartel-general dos bolchevistas, o Palácio Kshesinsky também é ocupado.
Na Finlândia, Lênin, protegido por
um bolchevista clandestino, o chefe da polícia de Helsinki,
termina seu livro Estado e Revolução, onde explica suas idéias sobre o estado e regime que pretendia implantar na Rússia.
Com o fracasso da Ofensiva de Julho, Kerensky
substitui Alexei Brusilov por Lavr Kornilov no cargo de Comandante
Supremo do Exército Russo. Cedo, Kerensky e Kornilov entram
em rota de colisão. Kornilov desejava o restabelecimento da pena de
morte para os desertores e a militarização das fábricas.
Kerensky opôs-se e o general Kornilov envia tropas sob o comando
do Gen. Krymov para assumir o controle de Petrogrado. Em perigo, Kerensky
se viu obrigado a pedir socorro aos boklchevistas, isto, à Guarda Vermelha.
A Guarda Vermelha houbera surgido inicialmente no levante
de 1905 e era constituída por trabalhadores armados (ver ilustração,
canto superior direito). Lenin deixou claro que a ajuda pretada era
contra o Gen. Kornilov e não em favor de Kerensky. A Guarad Vermelha
rapidamente conseguiu formar uma linha de 25.000 homens armados e teve
importante papell adiante em setembro na derrota de Kornilov (Grand ost
duyra, pour soy l'occupera).
Valas foram cavadas, Petrogrado fortificada e negociadores enviados
a conversar com as tropas de Kornilov, que decidiram não marchar
sobre Petrogrado. Krymov comete suicídio e Kornilov é
preso e mantido sob custódia. Lenin retorna da Finlândia, porém mantém-se clandestino (ver segundo verso de P032M11).
Kerensky ainda tenta reorganizar um apoio com forças da esquerda,
em setembro, formando uma coalizão com menchevistas e socialistas revolucionários.
Mas os bolchevistas dominavam os sovietes e agora dispunham de uma força
mobilizável de 25.000 homens. O Governo de Kerensky estava definitivamente
condenado. Em outubro/1917, a Guarda Vermelha Bolchevista, em Petrogrado
foi orientada iniciar o processo revolucionário. Seus constituintes,
em Petrogrado, faziam o papel de policiais, como na foto, dando início
à revolução de outubro de 1917. Com ela virão o Decreto da Terra, o fim da propriedade privada (ver P043M09) . Ao retorno de Lenin, todo o país pilhado. (A son retour tout pays pillera.). |
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| Referências | ||
| Notas | ||
| 27-AGO-2002. Revisão final. | ||
| 26-AGO-2002. Início da revisão final. | ||
| 28-DEZ-2001. Interpretação inicial. | ||
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