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Carma e Reencarnação: As Profecias de Nostradamus
Introdução
Neste texto tentaremos estabelecer uma relação entre os
conceitos de carma, darma e reencarnação, associando-os com as Profecias de
Nostradamus. Em muitas interpretações temos citado esses termos sem talvez
fornecer uma conceituação mais precisa de seu significado e qual a sua relação
com as Profecias de Nostradamus.
O tema é extenso e dificilmente poderemos abordá-lo de forma completa em um texto pequeno. tentaremos apenas juntar vários conceitos que surgem aqui e acolá nas interpretações. De alguma forma e apenas dentro do possível, iremos testar estabelecer as devidas ligações. Infelizmente, devido ao que Nostradamus tão bem designa por injúria dos tempos, não poderemos colocar explicitamente, na totalidade do já é conhecido, todas as ligações entre esses temas.
Há uma vasta literatura publicada a respeito desses temas, embora não tenhamos conhecimento de uma que procure ligar os três primeiros às Profecias de Nostradamus. Uma das referências que recomendamos, como uma síntese bastante interessante de toda uma visão cosmogênica é a obra de C. Jinarajadasa, Fundamentos de Teosofia, Ed. Pensamento. Apesar de escrito em uma linguagem não linear1, é uma obra onde muitos temas importantes são sintetizados. Outra obra importante, também da Sociedade Teosófica, é O Homem: De onde e como veio e para onde vai, (Ed. Pensamento) de Anne Besant e C.W Leadbeater.
Carma e Reencarnação
O termo carma, de origem provavelmente sânscrita, significa, em síntese, a Lei de Causa e Efeito. No entanto, nada mais mal entendido do que o seu significado, particularmente aqui no Brasil. Muitos associam à Lei de Causa e Efeito ao famigerado (e absolutamente incorreto) ditado: "aqui se faz, aqui se paga".
Esta última frase é repetida em inúmeras situações. Muitas vezes, quando alguém se vê objeto de uma força que o suplante ou inflija-lhe algum prejuízo, de forma legítima ou não, ouve-se o bordão citado acima, mais um desabafo ou desejo de ver punido o oponente, do que a manifestação de uma lei universal.
A compreensão da Lei de Causa e Efeito requer alguns pressupostos, para que se tenha uma perspectiva minimamente consistente de seu significado. Esses pressupostos devem ser vistos como postulados, que de certa forma, como tudo o mais que dissemos aqui, aceitam-se ou não. Não temos a menor preocupação ou intenção de estabelecer polêmicas e pedimos ao leitor que de alguma forma nutra restrições ao que já estabelecemos até aqui que simplesmente abandone este texto, por que lhe será de pouca ou nehuma valia. Digamos que cada um tenha as suas próprias experiências e delas fale. Aqui falamos das nossas.
O primeiro pressuposto que gostaríamos de estabelecer como premissa para o entendimento do tema é o propósito não punitivo da Lei de Causa e Efeito. Essa premissa elimina, antes de mais nada, qualquer associação da lei de Causa e Efeito com o famigerado " aqui se faz aqui se paga". O propósito de toda a manifestação é progresso de todos o seres, entendidos aqui de forma ampla, das espécies menos desenvolvidas até o homem, passando por toda a cadeia do plano físico: mineral, vegetal, animal e humano.
Ao final do último parágrafo, diferenciamos o "reino humano" do "reino animal". Não que o homem, obviamente, não faça parte do reino animal, mas é preciso estabelecer uma gradação. Há um provérbio que diz que "Deus dorme no mineral, sonha no vegetal, se individualiza no animal e torna-se autoconsciente no homem". O homem, a despeito de sua fisiologia que em tudo guarda semelhança com os animais, possui faculdades que os animais são incapazes de manifestar. Mas, bem compreendamos, os animais já são seres individualizados, são seres também em ascensão.
Sobre este último tema, muitos afirmam que os animais não possuem uma "alma individualizada", seja lá o que isso signifique, mas uma "alma coletiva"; suas experiências revertem para o que muitos chamam de alma-grupo. Já outros afirmam que os animais já são seres individualizados, que dispõem de uma " alma individual"; apenas não evoluíram ao ponto de poder exprimir faculdades que os homens já exercitam com facilidade.
Seja lá como for, podemos notar que quando falamos da Lei de Causa e Efeito, abordamos um complexo de temas e não apenas um assunto isolado, que obviamente está muito longe do "aqui se faz se aqui se paga". Esse malfadado mote, de fato, depõe mais a favor da incipiência de conhecimentos de quem o defende do que qualquer outra coisa.
No entanto, deve ser feita uma observação importante, ou melhor uma restrição. Vamos citar o provérbio e depois analisá-lo, pois é de conhecimento amplo, até para os que não são religiosos: "Só não haverá perdão para os que rebelarem contra o Espírito Santo". O autor é conhecido. O que ele significa, em nosso entendimento? Bom, considerando quem o proferiu, há que se esperar uma verdade de entendimento imediato e adicionalmente uma citação ampla e profunda.
O seres humanos, diferentemente dos animais, possuem a capacidade de usar o próprio raciocínio, o seu intelecto com um (pelo menos) aparente livre arbítrio. As ações que realizamos por meio do intelecto humano podem estar alinhadas ou dissociadas daquilo que seria a "Vontade Divina". É isso que está implicado no provérbio acima, pelo menos em uma primeira análise.
As nossas ações são secundadas por ações complementares, que guardam uma relação com a sua causa original. Seria de esperar que uma atitude ou ação benevolente viesse a gerar como conseqüência, recaindo sobre ou autor da ação, uma contrapartida "benevolente" como efeito. Isso de fato irá acontecer, mas algum dia e não imediatamente como muitos poderiam supor.
O último parágrafo nos leva ao terceiro termo do título deste texto: a reencarnação. Os orientais a chamam de "ronda dos nascimentos" e basicamente referem-se às diversas "vidas" que um ser tem nos planos materiais. Há aqui todo um complexo que evidentemente não pode ser analisado em toda a sua extensão neste texto. Inúmeras são as religiões e doutrinas que a admitem francamente e, de fato, tudo o que é dito aqui quedaria sem sentido sem a admissão de mais esse postulado.
Uma análise da reencarnação há que levar em conta diversos aspectos. Muitos simplesmente não a admitem e levantam argumentos que em nossa visão beiram muitas vezes a infantilidade. De fato, a pluralidade das vidas que um ser atravessa a caminho da iluminação - e as diversas vidas são absolutamente necessárias para o seu desenvolvimento - não pode ser constatada de forma direta por vários motivos. Um deles é o incipiente desenvolvimento de uma faculdades humanas, a lembrança das vidas passadas.
Cada ser humano traz em sua memória espiritual todo o registro de cada instante de cada uma de suas vidas. Mas essa lembrança não pode ser usada a qualquer instante que se deseje. O motivo é simples e muitos a chamam de " Misericórdia Divina". As ações de nossas vidas pretéritas nem sempre terão sido aquilo que esperaríamos hoje. De fato, afirmamos que cada ser humano da Terra está vivendo no momento o seu estágio mais adiantado de evolução. Nesse caso, a lembrança das vidas pretéritas poderia mais ser um peso do que uma bênção. Se formos olhar o passado do desenvolvimento humano, poderemos encontrar hábitos que hoje não seriam aceitáveis: por exemplo, o canibalismo.
Dessa forma, a misericórdia divina desce um manto sobre nossas ações pretéritas, para que , livres da culpa que essas lembranças poderiam eventualmente trazer, possamos evoluir e nos aperfeiçoar. O que é dito aqui, nada mais é do que o disse Alan Kardec, ao erigir a Doutrina Espírita. Também não é diferente do que já o disseram inúmeros outros líderes espirituais da humanidade.
Dizíamos que uma ação gera necessariamente uma reação que guarda alguma relação com a causa que a originou. Mas isso quer dizer que algum dia, em alguma vida, e não nesta vida necessariamente. É a Divindade, ou Deus, por meio de Suas Leis, imutáveis, que estabelece quando isso se dará. E essa decisão será sempre escolhida para o maior benefício do autor dos atos e de toda a Humanidade.
É isso que permite que o Carma seja conhecido antecipadamente, e esperamos que nossas interpretações das Profecias de Nostradamus terminem por demonstrá-lo. Essa referência pode ser encontrada na Obra de Nostradamus, em sua Carta a César, quando é dito claramente que o futuro só pode ser enxergado por meio da Visão Divina, isto é, por meio de Deus. O que é visto é a "parte dos tempos futuros que Deus permitiu dar conhecimento". Por conseguinte, deve-se espertar que as ações gerem reações, inevitavelmente, mas não necessariamente em ato contínuo às ações de quem as praticou. E sobretudo, jamais em um contexto punitivo e sempre em um contexto do progresso individual do maior número de indivíduos.
Isso tudo, a menos daqueles que vierem a usar o próprio intelecto para se opor à Vontade Divina. Esse uso do intelecto, da razão para fraudar aquilo que a Vontade Divina estabeleceu será sempre desastroso para os autores. E nesse caso, afirmamos que o castigo vem a cavalo. Para uns, o cavalo é um lento burrico. Para os mais crescidos que assim agirem, um Concord.
O que as Profecias de Nostradamus estabelecem, excluídos os erros de interpretação, é o que as Leis Divinas, que provém de Deus, geraram dadas as ações pretéritas de todos os homens que sobre a terra já passaram, não em uma única vida, mas, cada um, em inúmeras vidas, ao longo de um grande número de anos - diríamos aqui, sete mil anos, em um exercício de interpretação de algumas quadras e sextilhas de Nostradamus.
O auto-aperfeiçoamento, como meta de cada indivíduo, dentro de uma visão de progresso de todo o Universo, faz com que tenhamos que nos ater com aquilo que em nós é imperfeito, ou seja os nossos defeitos de caráter. O que sustentamos aqui, em mais um postulado, é podemos fazer o que quisermos com nossos defeitos de caráter: compreender, sublimar, analisar, reparar as conseqüências das ações decorrentes, etc. Mas uma coisa somos incapazes de o fazer: a sua eliminação.
A eliminação dos próprios defeitos de caráter é função de Deus, não nossa. O que não quer dizer que devamos ficar de braços cruzados assistindo às suas conseqüências devastadoras, quando não devidamente observados e vigiados. Mas, repetimos, nenhum indivíduo, por si mesmo, diretamente, tem a capacidade de eliminar seus próprios defeitos de caráter.
Tomemos como exemplo a inveja. O invejoso, em lugar de
considerar o progresso material de seu vizinho como uma ofensa pessoal dirigida
a si mesmo, melhor faria em considerar de forma objetiva seu próprio defeito,
aceitá-lo como tal, trabalhar com mais afinco, pois por trás da
inveja há muitas vezes outro defeito de caráter, a preguiça, e sublimar os seus
sentimentos face ao progresso material do outro.
Há várias maneiras de fazer o proposto no
parágrafo anterior e cada um deve se sentir livre para considerar a sua forma.
Antes de mais nada , é importante compreender que os aspectos materiais da
vida têm sempre um valor relativo. Rico não é quem possui muito, mas quem
precisa de pouco para viver. Outra forma de se lidar com a inveja pode ser
percebendo-se que o progresso material de um é decorrência de seu próprio
caminho e que cada um possui a sua própria via, o seu próprio ritmo de
crescimento material. Enfim há inúmeras maneiras de se lidar com a inveja.
O que não há é a possibilidade de um indivíduo por si só eliminá-la de
dentro de si. Esta será um Obra de Deus, um milagre que Deus estará
pronto para realizar, quando o ser também o estiver pronto para tê-la removida.
Uma obra do princípio de Causa e Efeito.
Nostradamus dá a entender em várias quadras a admissão da reencarnação. Uma delas, de forma implícita, é C01Q021, ao falar do Corpo Astral (profunda argila branca). Aqueles que já tiveram experiências de desdobramento consciente e projeção do corpo astral não terão dificuldades em compreender o sentido. Em C10Q072, também é dito de forma indireta que, Anníbal faria renascer o grande rei de Algomois, isto é, aquele que um dia veio à Terra como Átila, rei dos Hunos. Notem os que é dito que ele faria renascer e não nascer. Há outras indicações de outras reencarnações de outros indivíduos. Em particular, na Obra de Nostradamus, são dadas indicações das vidas passadas de alguns personagens.
Achamos oportuno transcrever um quadro que sintetiza alguns aspectos da Lei do Carma. é importante compreendermos, que se nada acontece neste plano sem o conhecimento da Grande Chama Universal, é também verdade que o homem não detém um conhecimento completo de tudo o que acontece neste plano. Por conseguinte, podemos classificar os eventos deste plano, do ponto de vista do homem, em três categorias:
1) eventos previamente estabelecidos pelo carma advindo das ações pretéritas, desta ou de uma vida anterior. Sobre essas ações, nada poderá ser feito para impedir os acontecimentos que sobrevirão da própria Lei. Mas tudo pode ser feito para mudar a percepção e a compreensão a respeito deles. Sobretudo, a atração dos indivíduos para esses eventos, de natureza coletiva ou individual, é inconsciente, não havendo como se impedir a participação ou o acontecimento, visto que emanam da Lei de Causa e Efeito, cuja finalidade precípua é efetuar o crescimento da consciência espiritual dos envolvidos . Se fôssemos citar um valor quantitativo, a grosso modo, diríamos que 20% dos eventos da vida de um indivíduo pertencem a essa classe. Mas observemos que esse número é apenas uma referência. Para uma pessoa em particular, dadas as condições especiais de seu carma pessoal, esse número pode ser completamente diferente. Quanto maior esse percentual, menor grau de liberdade, e de exercício do livre arbítrio, uma pessoa terá.
2) eventos sobre os quais o indivíduo ou coletividade terá o direito de empregar o seu livre arbítrio. Em princípio, correspondem àqueles eventos sobre os quais temos a possibilidade de escolher livremente dentre alternativas. Mas observemos que quanto maior o número de alternativas plausíveis, maior o grau de emprego do livre arbítrio. Uma situação onde as alternativas são limitadas ou muito semelhantes, não significa exatamente um evento desta categoria, mas da anterior. É uma gradação,onde o número de alternativas ilustra o grau de desenvolvimento do ser perante o evento. Diríamos que em torno de 70% dos eventos da vida de uma pessoa coletividade estão nessa categoria. Quanto maior esse valor, maior o grau de liberdade do indivíduo ou coletividade, mas também maior o grau de responsabilidade sobre as conseqüências.
3) eventos não previstos, os "acidentes". Apesar de, para Deus, tudo ser conhecido, para o homem não o é. Há os acidentes, os imprevistos. Diríamos que 10% dos eventos seriam imprevisíveis, ou seriam "acidentes"
Transcrevemos agora um quadro da obra de autoria de Jinarajadasa, Fundamentos de Teosofia, que classifica os eventos de um ponto de vista funcional:
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A LEI DO CARMA |
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Da vida Passada |
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Na vida presente |
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Atos prestativos |
bom ambiente |
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Atos prejudiciais |
mau ambiente |
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Aspirações e desejos |
capacidade |
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Pensamentos elevados |
caráter |
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Êxitos |
entusiasmo |
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Experiências |
sabedoria |
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Experiências dolorosas |
consciência |
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Desejos de servir |
espiritualidade |
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"O que o homem semear, isso ele colherá" |
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Ah! Amor; se pudéssemos tu e eu conspirar com Ele
Para livrar todo este plano das coisas tristes !
Não o faríamos em migalhas
Para depois remodelá-lo de acordo com os desejos do Seu coração?
Oportunamente voltaremos ao tema.
Notas
1 Os textos do que chamamos de
leituras não lineares são aqueles que procuram realizar uma comunicação
intuitiva e não racional sobre um determinado tema. Por desconhecimento e
despreparo por parte de muitos que os lêem, são considerados textos sem sentido
e despidos de nexo. Os textos não lineares são em geral crípticos, embora nem
todo texto críptico seja um necessariamente um texto não linear. Há vários bons
textos não lineares hoje em dia. Uma obra que reputamos da maior importância
são textos atribuídos a Trigueirinho, sobre os quais iremos escrever tão logo
nos sejam concedidos os meios para tanto (Erks, Miz Tliz Tlan, Aurora,
Jardineiros do Espaço, A Quinta Raça, etc). Citamos outras obras, como as de
Samael Aum Weor, líder da Escola Gnóstica Internacional. Samael Aum Weor é
outro autor que também cita o passeio de Hercólobus nas proximidades da Terra,
da mesma forma que Nostradamus e tantos outros.
Os textos não lineares, onde a toda obra de Nostradamus se enquadra,
particularmente a Carta a César e a Carta a Henrique, procuram burlar os
bloqueios semânticos que a mente racional impõe. De certa forma, é muito
parecida com a linguagem do sonhos. Observemos que um psicanalista pode, dado o
ambiente simbólico adequado, interpretar, situar e compreender o significado
do sonho de um paciente e dirigir-se ao seu inconsciente por meio de uma análise. Um texto não linear está orientado a esse inconsciente e por isso sua
linguagem é muito próxima daquela dos sonhos, usando de um simbolismo para
atingir o inconsciente do leitor.
Assim, a obra de Trigueirinho usa de todo um simbolismo com o fim de
desenvolver o que ele chama de "hemisfério direito do cérebro". Sua
linguagem é propositalmente críptica pois tem o fim de burlar toda a censura
consciente da mente racional e dessa forma promover o desenvolvimento de faculdades
que hoje ainda estão incipentes na atual raça humana.
Cabe observar que esse tipo de linguagem dificilmente se presta à manipulação
racional. Ninguém precisa ficar preocupado com possíveis "manipulações do
inconsciente" ou bobagens do tipo. A elaboração dos textos é, em si, um
processo de exercício da intuição, muito semelhante ao empregado aqui na
interpretação das Profecias de Nostradamus. Da mesma forma, o desenvolvimento
desse tipo de faculdade não se dá da noite para o dia, mas é fruto de um longo
processo de preparo - décadas, ou vidas se o preferirem. Dessa forma, ninguém
deve esperar uma compreensão imediata do significado dos textos não lineares,
mas um processo que paulatinamente vai se desenvolvendo até se cristalizar em
um conjunto coerente de juízos, conceitos e percepções.
2 Esta afirmação é um tanto forçada. Em uma vida, muitas das
faculdades que um ser tem podem estar incapacitadas de se manifestar de forma
plena. Imaginemos, antes de mais nada, que as habilidades muitas vezes se contrapõem.
Para que uma determinada habilidade seja exercitada, pode ser preciso limitar
ou sacrificar uma outra e nesse caso não serão exteriorizadas de forma total,
em uma vida, todas as habilidades que um ser humano detenha. por
exemplo, imaginemos um recordista de velocidade e um " fundista".
Em um sobressai-se a rapidez; em outro a resistência. É pouco
provável -embora não impossível de todo - que o recordista dos 100 metros rasos
seja o recordista da maratona de 42km.
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