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A Morte de Michel de Nostredame
P137M07

CXXXVII. Iuillet.
 
Encor la mort s'approche. don Royal & legat,
On dressera ce qu'est, par viellesse en ruine:
Les Ieunes hoirs de soupçon nul legat,
Tresor trouvé en plastres & cuisine.

CXXXVII. Julho.

Novamente a morte se  aproxima. Dádiva real e legado
Já se desenhava o que era, por uma viola (corpo) em ruína
Os Jovens levantaram a suspeita de um legado nulo
Tesouro descoberto em proteção e cozinha.


 


Os Atentados de 11 de Stembro de 2001, Bin Laden e o Personagen Oculto
C10Q072

 
X. 72

L'an mil neuf cens nonante neuf sept mois
Du ciel viendra un grand Roy d'effrayeur
Resusciter le grand Roy d'Angolmois,
Avant apres Mars regner par bon heur.
X. 72

No ano de 1999, no sétimo mês
Do céu virá um grande rei ameaçador
Que ressuscitará o Grande Rei de Angolmois
Antes (e) depois Marte reinará para o bom destino

 


O Atentado de 20 de Julho de 1944
C09Q076

 
  IX. 76.

Auec le noir Rapax & sanguinaire,
Yssu du peaultre de l'inhumain Neron,
Emmy deux fleuves main gauche militaire,
Sera murtry par Joyne chaulveron.
 IX. 76.

Com o negro rapaz e sanguinário
Vindo do catre do desumano Nero
Entre dois rios e a mão militar esquerda(Stauffenberg)
Será ferido por um jovem incendiário
Claus Philip Maria Schenk Graf (Count) von Stauffenberg
15-NOV-1907..20-JUL-1944†
Sera murtry par Joyne chaulveron.

De Nostradamus a César de Nostredame, O Jovialista

C11Q015

 


XI. 15.**

Nouveau esleu Patron du grend vaisseau,
Verra long-temps briller de clair flambeau,
Qui sert de lampe à ce grand territoire,
Wt auquel temps armes sous son nom,
Jointes à celles de l'heureux de Bourbon
Levant, Ponant & Couchant sa memoire.
 

XI. 15.**

O novo eleito Patrono da Grande Barca
Verá por longos tempos brilhar a Clara Luminosidade
Que serve de Guia para seu Grande Território
Quando então àquele tempo, as armas sob seu nome
Unido aos do Feliz Henrique de Bourbon
Ao Levante, Poente e Crepúsculo à sua memória


"Entre vós, muitos talvez rejeitem nossas conclusões: somente um pequeno número as aceitará. Que importa! Não vamos em busca de êxitos. Um único móbil inspira-nos: o respeito, o amor à verdade. Uma só ambição anima-nos: quereríamos, quando o nosso gasto invólucro voltasse à terra, que o Espírito imortal pudesse dizer a si mesmo: minha passagem pelo mundo não terá sido estéril se contribuí para mitigar uma só dor, para esclarecer uma só inteligência em busca da verdade, para reconfortar uma só alma vacilante e contristada".

Leon Denis,
Depois da Morte

 

Depois da Morte

Leon Denis


   

           Possivelmente, uma das obras mais belas a respeito da espiritualidade seja a de Leon Denis. Leon Denis foi autor de vários textos que se destacam não só pela poesia implícita das construções mas também pela extensão e profundidade do conteúdo. Do mesmo autor, e publicados pela Federação Espírita Brasileira, são também O Problema do Ser, do Destino e da Dor, O Porque da Vida, No Invisível, Cristianismo e Espiritismo, O Além e a Sobrevivência do Ser, O Grande Enigma, Joana D'Arc, Medium.

           Pedimos licença à Federação Espírita Brasileira para transcrever a introdução de Depois da Morte, obra cuja 10a edição foi publicada em 1978. A tradução é de autoria de João Lourenço Costa.

            Entendemos que este representa, em tudo e por tudo,  uma explicação para a Obra de Nostradamus.
 
 

Aos nobres e grandes Espíritos que me
revelaram o mistério augusto do destino
a lei do progresso na imortalidade, cujos
ensinos consolidaram em mim o sentimento da
justiça, o amor da sabedoria, o culto do
dever, cujas vozes dissiparam as minhas dúvidas,
apaziguaram as minhas inquietações;
às almas generosas que me sustentaram na
luta, consolaram na prova e elevaram meu
pensamento até às alturas luminosas em que
se assenta a Verdade, eu dedico estas páginas
 

Introdução



        Vi, deitadas em suas mortalhas de pedra ou de areia, as cidades famosas da antiguidade: Cartago, em brancos promontórios, as cidades gregas da Sicília, os arrabaldes de Roma, com os aquedutos partidos e os túmulos abertos, as necrópoles que dormem um sono de vinte séculos, debaixo das cinzas do Vesúvio. Vi os últimos vestígios das cidades longínquas, outrora formigueiros humanos, hoje ruínas desertas, que o sol do Oriente calcina com suas carícias ardentes.

       Evoquei as multidões que se agitaram e viveram nesses lugares: vi-as desfilar diante do meu pensamento com as paixões que as consumiram, com seus ódios, seus amores e suas ambições desvanecidas, com seus triunfos e reveses - fumaças dissipadas pelo sopro dos tempos. Vi soberanos, chefes de impérios, tiranos ou heróis, cujos nomes foram celebrados pelos fastos da História, mas que o futuro esquecerá.

      Passavam como sombras efêmeras, como espectros truanescos que a glória embriaga uma hora e que o túmulo chama, recebe e devora. E disse comigo mesmo:

     - Eis em que se transformam os grandes povos, as capitais gigantes: algumas pedras amontoadas, colinas silenciosas, sepulturas sombreadas por mirrados vegetais, em cujos ramos o vento da noite murmura suas queixas. A História registrou as vicissitudes de sua existência, suas grandezas passageiras, sua queda final, porém tudo a terra sepultou. Quantos outros cujos nomes mesmos são desconhecidos; quantas civilizações, raças, cidades grandiosas, jazem para sempre sob o lençol profundo das águas, na superfície dos continentes submersos!

     E perguntei a mim mesmo: por que essas gerações a se sucederem como camadas de areia que, carreadas incessantemente pelas ondas, virão cobrir as outras camadas que as precederam? Por que esses trabalhos, essas lutas, esses sofrimentos, se tudo deve terminar no sepulcro? Os séculos, esses minutos de eternidade, viram passar nações e reinos e nada ficou de pé. A esfinge tudo devorou!

      Em sua carreira, para onde vai, pois, o homem? Para o nada ou para uma luz desconhecida? A Natureza risonha, eterna, moldura as tristes ruínas dos impérios, com seus esplendores. Nela nada morre, senão para renascer. Leis profundas, uma ordem imutável, presidem às evoluções. Só o homem, com suas obras, terá por destino o nada, o olvido? A impressão produzida pelo espetáculo das cidades mortas, ainda a encontrei mais pungente diante dos frios despojos dos entes que me são caros, daqueles que partilham a minha vida.

       - Um desses a quem amais vai morrer. Inclinado para ele, com o coração opresso, vedes estender-se lentamente, sobre suas feições, a sombra da morte. O foco interior nada mais dá do que pálidos e trêmulos lampejos; ei-lo que se enfraquece ainda, depois que se extingue. E agora, tudo o que nesse ser atestavam a vida, esses olhos que brilhavam, essa boca que proferia sons, esses membros que se agitavam, tudo está velado, silencioso, inerte. Nesse leito fúnebre não há mais que um cadáver! Qual o homem que a si mesmo não pediu a explicação desse mistério e que, durante a vigília lúgubre, nesse silenciar solene com a morte, deixou de refletir no que o espera a si próprio? A todos interessa esse problema, porque todos estamos sujeitos à lei.

        Convém, saber se tudo acaba nessa hora, se mais não é a morte que triste repouso no aniquilamento ou, ao contrário, o ingresso em outra esfera de sensações.

         Mas, de todos os lados, levantam-se problemas. Por toda a parte, no vasto teatro do mundo, dizem certos pensadores, reina como soberano o sofrimento; por toda a parte, o aguilhão da necessidade e da dor estimula esse galope desenfreado, esse bailado terrível da vida e da morte. De toda a parte, levanta-se o grito angustioso do ser que se precipita no caminho do desconhecido. Para esse, a existência só parece um perpétuo combate: a glória, a riqueza, a beleza, o talento - realezas de um dia! A morte passa, ceifando essas flores brilhantes, para só deixar hastes fanadas.

         A morte é o ponto de interrogação ante nós incessantemente colocado, o primeiro tema a que se ligam questões sem-número, cujo exame faz a preocupação, o desespero dos séculos, a razão de ser de imensa cópia de sistemas filosóficos. Apesar desses esforços do pensamento, a obscuridade tem pesado sobre nós. A nossa época se agita nas trevas e no vácuo e procura, sem achar, um remédio a seus males. Imensos são os progressos materiais, mas no seio das riquezas acumuladas, podemos ainda morrer de privações e miséria. O homem não é mais feliz nem melhor. No meio dos seus rudes labores, nenhum ideal elevado, nenhuma noção clara do destino o sustém; daí seus desfalecimentos morais, excessos de revoltas. Extinguiu-se a fé no passado; o cepticismo, o materialismo, substituíram-na e, ao sopro destes, o fogo das paixões, dos apetites, dos desejos, tem-se ateado. Convulsões sociais ameaçam-nos.

        Às vezes, atormentado pelo espetáculo do mundo e pelas incertezas do futuro, o homem levanta os olhos para o céu e pergunta-lhe a verdade. Interroga silenciosamente a Natureza e o seu próprio espírito. Pede à Ciência os seus segredos, à Religião os seus entusiasmos. Mas, a Natureza parece-lhe muda e as respostas dos sábios e dos sacerdotes não satisfazem à sua razão nem ao seu coração. Entretanto, existe uma solução para esses problemas, solução melhor, mais racional e mais consoladora que todas as oferecidas pelas doutrinas e filosofias do dia; a tal solução repousa sobre as bases mais sólidas que conceber se possa: o testemunho dos sentidos e a experiência da razão.

        No momento mesmo em que o materialismo atingia o seu apogeu e por toda a parte espalhava a idéia do nada, surge uma crença nova apoiada em fatos. Ela oferece ao pensamento refúgio onde se encontra, afinal, o conhecimento das leis eternas de progresso e de justiça. Um florescimento de idéias, que se acreditavam mortas mas que dormitavam apenas, produz-se e anuncia uma renovação intelectual e moral. Doutrinas, que foram a alma das civilizações passadas, reaparecem sob a mais desenvolvida forma e numerosos fenômenos, por muito tempo desdenhados, mas cuja importância enfim é pressentida por certos sábios, vêm oferecer-lhe uma base de demonstração e de certeza. As práticas do magnetismo, do hipnotismo, da sugestão; mas, ainda, os estudos de Crockes, Russel Wallace, Paul Gibier, e outros, sobre as forças psíquicas, fornecem novos dados para a solução do grande problema. Abrem-se abismos, formas de existência revelam-se em centros onde não mais se cuidava observá-los. E, dessas pesquisas, desses estudos, dessas descobertas, nascem uma concepção do mundo e da vida, um conhecimento de leis superiores, uma afirmação da ordem e da justiça universais, apropriados a despertar no coração do homem, com uma fé mais firme e esclarecida no futuro, um sentimento profundo dos seus deveres, um afeto real por seus semelhantes, capazes de transformar a face das sociedades.

        É essa doutrina que oferecemos aos pesquisadores de todas as ordens e todas as classes. Ela já tem sido divulgada em numerosos volumes. Acreditamos nosso dever resumi-la nestas páginas, sob uma ótica diferente, na intenção daqueles que estão cansados de viver como cegos, ignorando-se a si mesmos, daqueles que não se satisfazem mais com as obras de uma civilização material e inteiramente superficial, mas que aspiram a uma ordem de coisas mais elevada. É sobretudo para vós, filhos e filhas do povo para quem a jornada é áspera, a existência difícil, para quem o céu é mais negro, mais frio o vento da adversidade; é para vós que este livro foi escrito. Não vos trará ele toda a ciência - que o cérebro humano não poderia conter - porém será mais um degrau para a verdadeira luz. Provando-vos que a vida não é uma ironia da sorte nem um resultado de um acaso estúpido, mas a conseqüência de uma lei justa e equitativa, abrindo-vos as perspectivas radiosas do futuro, ele fornecerá uma alvo mais nobre às vossas ações, fará luzir um raio de esperança na noite de vossas incertezas, aliviará o fardo de vossas provações e ensinar-vos-á a não mais tremer diante da morte. Abri-o confiantemente; lede-o com atenção, porque emana de um homem que, acima de tudo, quer o vosso bem.

       Entre vós, muitos talvez rejeitem nossas conclusões: somente um pequeno número as aceitará. Que importa! Não vamos em busca de êxitos. Um único móbil inspira-nos: o respeito, o amor à verdade. Uma só ambição anima-nos: quereríamos, quando o nosso gasto invólucro voltasse à terra, que o Espírito imortal pudesse dizer a si mesmo: minha passagem pelo mundo não terá sido estéril se contribuí para mitigar uma só dor, para esclarecer uma só inteligência em busca da verdade, para reconfortar uma só alma vacilante e contristada.

Leon Denis
   
 

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