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IV - Hercólobus: A Lua
Arrebatada Por Sua Gravidade C01Q056 |
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I. 56. Vous verrez tost & tard faire grand change Horreurs extresmes & vindications, Que si la Lune conduite par son ange, Le ciel s'approche des inclinations. |
I. 56. Vocês verão que cedo e tarde será feita uma grande mudança Horrores extremos e justiçamentos Que quando a Lua for conduzida por seu anjo O céu se aproximará das inclinações |
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O Término dos Tempos
Atuais e das Profecias C01Q048 |
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I. 48. Vingt ans du regne de la Lune passez, Sept mil ans autre tiendra sa Monarchie : Quand le Soleil prendra ses iours lassez, Lors accomplit & mine ma prophetie. |
I. 48. Vinte anos do reino da Lua terão passado Por sete mil anos outro terá sua Monarquia Quando o Sol prender o passar de seus dias Então estará completa e finda a minha profecia! |
Mandala
A figura adiante talvez sirva para ilustrar a função de Hercólobus, o Astro da Limpeza, ou Grande Julgador, que deverá ter a sua presença constatada por volta do terceiro decênio do Sec. XXI.
Muitos afirmam já terem "visto" Hercólobus, um astro etérico que estaria se condensando, nas proximidades do Sistema Solar. Outros julgam que o astro estaria em um percurso indetectável atualmente, deslocando-se em direção à Terra. Seja qual for a explicação - e confessamos preferir não entrar nessa polêmica - Nostradamus deixa clara, em várias quadras, a sua presença nas proximidades da Terra. Várias quadras confirmam sua chegada e, sobretudo, uma delas diz que o astro já estaria visível no Sistema Solar quarenta anos antes de vir a ser ser detectado (ver C01Q017).
Esta é uma afirmativa sem dúvida perturbadora, principalmente para o que se conhece à luz da ciência hoje em dia. Sem desmerecer o conhecimento científico atual -sem dúvida bastante avançado, pois conhece-se mais do Universo e da própria Terra e da vida talvez mais do que em qualquer outro período histórico, devemos compreender que a ciência é um organismo, um corpo heterogêneo, que avança à medida que destrói suas concepções anteriores. Por conseguinte, o que se conhece hoje é devido ao que se destruiu antes; e assim será com o conhecimento futuro, que destruirá alguma concepção vigente como conhecimento no presente.
O último parágrafo talvez seja um libelo contundente para com o ceticismo em toda a sua postura pseudo-científica. Pois compreenda-se que o ceticismo é um discurso feito em cima do conhecimento científico, considerado como um corpo estático e não em seu efetivo dinamismo, como soi acontecer.
O cético, ao duvidar de muitas afirmativas provenientes do uso de faculdades que só agora estão sendo encaradas com maior seriedade pela ciência1 (como, por exemplo, a intuição), não coloca uma questão científica, porém uma questão dogmática. Sua atitude é, antes de tudo, a antítese da ciência evolucionária e revolucionária, porque legisla sobre o que não pode provar.
Imaginemos o seguinte quadro: suponhamos estar no ano 1.000 DC, quando não havia o microscópio e nem as técnicas e conhecimentos da medicina atual. Provavelmente, por volta daquela época, as epidemias eram consideradas castigos divinos. Suponhamos agora que alguém afirmasse que a peste fosse decorrente da atividade de seres microscópicos. Provavelmente, pela inexistência de bactericidas específicos, seria provavelmente impossível comprovar-se a validade dessa afirmação àquela época e ela seria considerada, com razão, uma afirmativa despida de valor científico. O que não quer dizer que fosse falsa.
Confundir o valor de uma afirmativa do ponto de vista científico em relação ao estágio atual de conhecimento com a sua veracidade ou falsidade absolutas é o grande estelionato que o céptico aplica aos incautos, por desconhecerem a estrutura do conhecimento científico - contraditório, sujeito às influências imponderáveis, como a vaidade pessoal dos pesquisadores, ideologias políticas, preceitos religiosos, interesses econômicos ou mesmo ao puro e simples erro2.
Tomemos por exemplo o caso dos OVNIS. Inúmeras pessoas, das quais não faria sentido duvidar, afirmam terem-nos visto. Muitas vezes, as luzes são testemunhadas por verdadeiras multidões, se formos juntar os observadores das várias regiões onde o fenômeno se deu. Outros afirmam terem sido abduzidos. Dos governos, negaças, desmentidos e muitas histórias mal contadas. Enfim, silêncio.
Os céticos aproveitam-se do mal disfarçado interesse dos governos em geral para manter o tema velado - isso lhes interessa dessa forma atualmente - para, sobre a cortina de fumaça simplesmente negar a sua existência. Ora, podemos até duvidar de relatos sobre o assunto, porém simplesmente ignorar a postura dos governos em relação ao tema é de uma infantilidade, nesse caso sim, perigosa.
A "Teoria Conspiratória" é um termo cunhado para "enrolar otário". Perdoem-nos a contundência, mas cair nesse jogo é atestar o uso da mamadeira.
Porque a distância entre o céptico e o crédulo é (aparentemente) muito grande por um lado e praticamente zero por outro. O céptico é aquele que acredita na aparente estabilidade do conhecimento científico, sem perceber que não há progresso no conhecimento sem a derrubada de concepções antigas que são consideradas verdades durante um longo tempo. Pior, confia em dar provas negativas, sem jamais tê-las fornecido. Os OVNIS, por exemplo. Ele afirma não existir. Que prove a afirmativa então.
Tudo isso é para mostrar uma figura. A Mandala, retirada do livro O Homem, donde e como veio e para onde vai?, de Annie Besant e C. W. Leadbeater3. Ambos foram fundadores ou tomaram parte ao início, do grupo de Helena Blavatsky, a Sociedade Teosófica Internacional, com sede na Índia.
O Bispo Leadbeater era um religioso inglês autor de várias obras místicas interessantes, e junto com Annie Besant desenvolveu um trabalho investigatório esplêndido sobre os primórdios da formação da Terra. A Mandala que mostramos ilustra o papel migratório de Hercólobus. Confuso, não é mesmo? Pois foi o que o Mestre Desencarnado disse a seu receptor.
Mais tarde, tentaremos fornecer uma explicação detalhada. A Terra, atualmente está ao fundo da Mandala, no quarto grupo de sete globos (planetas, se quiserem), de cima para baixo. É o quarto globo de seu grupo. Dela emana uma linha verde-oliva, que se bifurca. Um dos ramos da bifurcação vai para o quarto globo do grupo seguinte de sete planetas e o outro ramo para o quinto (contem em sentido anti-horário, ao contrário dos ponteiros do relógio). O quarto globo é Hercólobus. O quinto é a própria Terra, uma nota acima.
A figura seguinte ilustra o processo sob um outro ponto de vista, as chamadas rondas planetárias. Cada estágio ou ronda
tem sete globos associados a si e dependendo do estágio há um determinado
número de globos em cada plano. As duas linhas retas no Plano Mental e no
Plano Físico separam o Planos Mental Concreto e Abstrato e o Físico Denso
e Físico Etérico, completando dos sete planos em que o homem possui corpos.
Os dois planos acima do Espiritual não fazem parte da evolução humana e por
isso o homem não possui corpos neles. O Corpo Causal, ou Tríade Superior,
é a parte que se mantém de vida a vida no homem terreno e é composta por
materiais do Mental Abstrato, Intuicional e Espiritual. As sete rondas que
compõem uma cadeia podem ser comparadas à queda ou descida angélica, quando
os espíritos do paraíso iniciam a jornada pelos globos para, vida a pós vida,
realizar a religação com a Verdade Eterna Incriada.
Bye bye pés de chumbo. Voltamos para (muito) mais tarde para pegar vocês. Daqui a uns sete mil anos. Pelo menos.


Notas
1Como, por exemplo, a intuição. Ver, para um ensaio interessante, Intuição, O Caminho da Sabedoria Interior, de Patricia Einstein, Ed. Cultrix, (trad.)
2 A demonstração do último teorema de Fermat foi apresentada pela primeira vez contendo um erro que só foi corrigido tempos depois. César Lates, o físico brasileiro, afirmou ter provado experimentalmente que a Teoria da Relatividade era um erro.
3 O Homem, donde e como veio e para onde vai?> Annie Besant & C. W. Leadbeter. Ed. Pensamento. Uma outra obra interessante que resume muito do discutido na referência anterior é Fundamentos de Teosofia. de C. Jinaradasa. Ed. Pensamento. Rua Dr. Mário Vicente, 374. Tel (antigo) 63-3141. São Paulo.
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