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I- Colúmbia: O Pavor a Bordo. O Viajante se Liberta dos Arreios.
Columbia: Design Baseado na Traseira do Cavalo.

Fechada em 15-JAN-2004.
Revista em 21-ABR-2004
Histórico.


CXXXI. Janvier.


Prisons, secrets ennuis, entre proches discorde.
La vie on donnera, par mal divers catarrhes
La mort s'en ensuyvra, poison fera concorde.
Frayeur, poeur, crainte grande, voyageant lairra d'arres


CXXXI. Janvier.


Prisões, ameaças secretas, entre próximos discórdia
A vida eles doarão, pelo mal diversas catarses
A morte em conseqüência, o veneno fará concórdia
Terror, medo, grande apreensão, o viajante se libertará dos arreios(freios, garantias)
 

   

          Estamos associando este presságio para ao período de JAN-FEV-MAR/2003 (possivelmente os últimos dez dias de dezembro/2002).

        O primeiro verso fala de prisões, ataques ocultos e discórdia entre próximos. É um prato cheio para o mês de janeiro/2003 e por isso fica difícil associar. Pode referir-se às prisões efetuadas na Inglaterra em função da posse do veneno à base de ricina; o seguimento fala de discórdia entre próximos. Mas esta também pode ser uma referência às ameaças perpetradas por anônimos a César de Nostredame. Essas ameaças terminaram com uma reclamação criminal por extorsão na Delegacia de Crimes pela Internet do Rio de Janeiro, em AGO-2003.

         O termo proches em geral significa vizinhos.  Dessa forma, deverão haver vários vizinhos em discórdia. Por exemplo, as duas Coréias e a crise nuclear; os vizinhos do Iraque (Irã, Kuwait, Turquia, etc); os vizinhos do Brasil, em particular Venezuela e a Bolívia, onde a discórdia é interna, a (eterna) crise entre a Índia e o Paquistão, Inglaterra, França e Alemanha quanto à questão do Iraque, Irã e Iraque, Coréias e Japão, etc

        O segundo verso parece fazer menção àqueles que se ofereceram para ficar como escudos humanos no Iraque e também aos homens-bomba (ver Notas de 04-FEV-2003). Sobretudo, há aqui uma sutil menção ao Eixo do Mal, segundo Bush, constituído pelo Irã, Iraque e Coréia do Norte.  Nesta quadra  documentamos manifestações em em dois desses países em favor  de seus governantes.

        O terceiro verso parece falar da justificativa utilizada por George W. Bush para invadir o Iraque: se encontradas as armas de destruição em massa (armas químicas e biológicas, ou seja veneno) a comunidade internacional veria justificada a invasão do Iraque por parte dos EUA.

O quarto verso deve ser examinado observando-se particularmente o significado do termo arres. Como já foi visto em outras situações, a poesia é uma linguagem que permite referenciar simbolicamente diversas situações de uma única forma e também referir simbolicamente uma mesma situação de diversas formas diferentes. O termo arres possui dois significados  que permitem associar o último verso à primeira parte do desastre da Colúmbia, ou seja a perda de componentes que garantiriam o seu retorno à Terra em segurança.

       O primeiro significado é o que advém de arrhes, que vem de erres, e do latim arra  e arrha (Dic. Petit Robert) e que um dos significados é o dinheiro que se dá em pagamento ao final do cumprimento de um contrato. A expressão "o viajante se libertará do pagamento final"  é muito apropriadamente uma imagem que reflete a perda dos

componentes e por conseguinte a quebra do "contrato", ou seja o de  trazer os  tripulantes de volta à Terra.

        O outro significado vem de arrêt, que de arrester, do latim popular arrestare, arest ou os arreios de um cavalo. Os arreios servem para dar ao cavaleiro o controle sobre o animal e principalmente fazê-lo parar. (ver Traduções para o significado do termo arres,

...voyageant lairra d'arres.

A imagem do 4o verso: a nave Colúmbia comparada a um cavalo. O trem de pouso,  que serve para frear a nave, associado aos arreios do cavalo.

em particular a frase-exemplo, que ilustra a parada de um cavalo).  Dessa forma  as imagens para o termo arres podem ser apontadas com facilidade para a primeira parte do desastre da Colúmbia.
      Por conseguinte, a parte final do último verso diz que o viajante se libertará dos freios ou o que o faz parar. O início do verso (Frayeur, poeur, crainte grande)  diz o que advirá da perda desses componentes.     

      O acidente foi relatado em duas etapas.  Uma, a perda do trem de pouso ou algum componente da nave no lançamento em janeiro e a outra a queda da nave  a tempestade de destroços  que provocou em fevereiro, indicada no primeiro verso de P094M02.

Uma explicação para a  comparação da nave com um cavalo

        A comparação feita por Nostradamus da nave Columbia com um cavalo parece que pode ser explicada pelo texto abaixo:

 

Traseiro do cavalo inspirou design do ônibus espacial
http://www.ufogenesis.com.br/curiosidades/traseiro.htm


As descobertas tecnológicas transformaram nossa vida
rapidamente. Em menos de 60 anos, inovações como
microcomputadores, viagens ao espaço, erradicação de
doenças, telefone celular e muitas outras coisas nos
fazem sentir como num filme de ficção científica. Mas
há coisas inusitadas que inspiram novas descobertas.
Uma delas tem a ver com o design do ônibus espacial.
Você sabia que seu projeto foi baseado no traseiro do
cavalo?
Isso aconteceu porque a largura dos tanques de
combustível do ônibus espacial americano tem de ser
menor que a dos túneis da ferrovia pela qual são
transportados até a plataforma de lançamento. Esses
túneis têm 4 pés e 8¹/²" (polegadas), ou 1,435 metros
de distância entre os trilhos, a mesma das ferrovias
americanas, que, por sua vez, têm a mesma bitola das
inglesas. Os ingleses usavam a distância de 1,435
metros entre os trilhos porque as empresas que
construíam os vagões de trem eram as mesmas que faziam
as carroças. Vagões e carroças eram fabricados com as
mesmas ferramentas.
O tamanho das carroças tinha de ser compatível com as
estradas da antiga Europa e a bitola de 1,435 metros
foi mantida nos vagões também. As estradas européias
tinham essa medida por terem sido abertas na época do
Império Romano. As bigas romanas, puxadas por dois
cavalos, tinham de transitar por estradas que tinham o
tamanho exato das bigas (duas vezes a do traseiro de um
cavalo).
Não deixa de ser curioso os tanques do ônibus espacial
terem sofrido influência dos tempos de conquista da
Europa Antiga.

 

       Pelo visto, é xeque-mate.

     
Referências
     
II,47, P117M12, I,59.
     
Notas    
     
 
     
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