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CXXXII.
Feburier. Prisons par ennemis occults & manifestes, Voyage ne tiendra. inimitié mortelle: L'amour trois, simultez secret publiques festes, Le rompu ruine. l'eauë rompra la querelle. |
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CXXXII.
Feburier. |
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Esta quadra refere-se aos fatos do período FEV-ABR/2002, no Brasil.
Vamos enumerar os fatos do período para depois associá-los aos versos. As Notas possuem "links" para notícias do período. Em 16-02-2002 era decretada a prisão do (atual) Senador Jáder Barbalho. O ex-presidente do Senado e ex-presidente da Sudam é também citado, segundo nossas interpretações, em C10Q076, na crise do Senado Brasileiro em 2001. Por ter se sentido abandonado, Jáder Barbalho passou a integrar a lista de desafetos do então Presidente Fernando Henrique Cardoso. |
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Em 01-03-2002, a Polícia Federal vasculha o escritório da Empresa Lunus. Como
conseqüência, são apreendidos R$ 1,3 milhões além de vários documentos. A
ação da Polícia Federal deflagrou uma crise na candidatura da
ex-governadora e Senadora Roseana Sarney, filha do ex-presidente e atual
senador José Sarney, face ao envolvimento de seu
ex-marido Jorge Murad com a empresa. Sobretudo, foram levantadas suspeitas sobre
"grampos" e escutas telefônicas. Em 11/03/2002, são divulgadas notícias a
respeito de um suposto pedido de prisão preventiva de Jorge Murad. As notícias
são desmentidas na noite de 11/03. Este fato terá efeito direto sobre a
interpretação do segundo verso. Em 12/03/2002, o então Presidente Fernando Henrique Cardoso, cancela sua viagem à Inglaterra, onde iria receber o título de Doutor Honoris Causa. A viagem teria lugar em 23-03-2002. Os motivos não foram oficialmente divulgados, porém no dia anterior, a crise política esquentava em função do anúncio da prisão de Jorge Murad. Já em |
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06-03-2003, Fernando Henrique
Cardoso retorna antecipadamente de uma viagem do Panamá em função da crise
detonada pelas apreensões na empresa Lunus. Em 20-03-2002, o ex-presidente e senador José Sarney profere um discurso contundente, onde efetua inúmeras críticas à administração do então presidente Fernando Henrique Cardoso. É a inimizade mortal citada no segundo verso. Ao que se sabe, ex-presidentes não se falaram mais. A iniciativa de Fernando Henrique Cardoso ao dirigir a palavra a José Sarney teve como resposta o a recusa, como foi divulgado na imprensa, após um encontro casual dos dois no Congresso.
Em 23-03-2002, a fazenda do Presidente Fernando Henrique é ocupada por
integrantes ou simpatizantes do movimento dos sem-terra; posteriormente,
fazenda é retomada pela polícia e os invasores presos e processados.
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O primeiro verso fala cita prisões para inimigos ocultos e manifestos. É uma citação das prisões efetuadas (Jáder Barbalho, os invasores do MST e também das ameaças de prisão Jorge Murad, entre outros) O segundo verso da viagem cancelada de Fernando Henrique Cardoso à Inglaterra, que teria lugar em 23-03, para receber um título honorífico, em função da crise e do rompimento do PFL com o governo. O seguimento do verso refere-se ao ex-presidente e senador José Sarney, de quem Fernando Henrique Cardoso virou um desafeto, face aos danos provocados pela investigação da Polícia Federal na empresa do ex-marido de sua filha, senadora Roseane Sarney. O quarto verso diz qual seria o destino da candidatura à presidência de Roseana Sarney e do partido rompido, no caso PFL. O terceiro verso, não temos uma idéia muito clara, mas recomendamos as leitura das Notas, 10-05-2002, "A Crononologia do Grampo", para se ter uma idéia das possibilidades. A continuação do verso possivelmente fala da |
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questão do grampo (simultez secret, isto é uma disputa secreta); publicamente, possivelmente as aparências eram mantidas nas festas e solenidades. Como o presságio refere-se ao mês de FEV-2002 pode ser o Carnaval que esteja implícito. O quarto verso fala do destino da candidatura do partido rompido, o PFL, e o motivo: o eleitorado desejava mudanças - e aí insere-se a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva - e as apreensões efetuadas na empresa Lunus sinalizavam na direção oposta. A candidatura de Roseana Sarney entra em forte declínio nas pesquisas eleitorais e o sonho do PFL em ter um candidato à presidência da República se arruinaram. |
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| Referências | ||
| C10Q076. | ||
| Notas | ||
| 08-SET-2002. Revisão do quarto verso. | ||
| 06-SET-2002. Revisão. | ||
| 28-JUN-2002. Correção da tradução de alguns versos. | ||
| 31-MAR-2002. Interpretação inicial. | ||
| Notícias | ||
| 16-JAN-2003. Estamos documentando retrospectivamente os eventos deste presságio. As datas destacadas abaixo com *, não fazem parte do histórico das interpretações deste presságio. São apenas para manter a cronologia dos fatos. | ||
| *16-02-2002. |
a) Jader Barbalho é preso em Belém. Belém - Agentes da Polícia Federal do Pará e de Brasília, cumprindo decisão da Justiça Federal do Tocantins, prenderam hoje em Belém o ex-senador Jader Barbalho (PMDB-PA), os ex-superintendentes da extinta Sudam, José Artur Guedes Tourinho e Maurício Barreira Vasconcelos, o empresário Geraldo Pinto da Silva, o GPS, e a contadora Maria Auxiliadora Barra Martins, todos acusados de envolvimento nas fraudes do Fundo de Investimentos da Amazônia (Finam). O mandado de prisão preventiva foi expedido pelo juiz da 2ª Vara Federal de Palmas, Alderico Santos. |
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b) . Justiça concede habeas-corpus e Jader sai da cadeia. O ex-presidente do senado, Jader Barbalho, deixou a sede da polícia Federal em Palmas, no Tocantins, ao final da noite do dia 16-02, seguindo para Belém no Pará. Jader ficou preso por cerca de 15 horas e foi posto em liberdade depois que a Justiça Federal aceitou o seu pedido de habeas-corpus. |
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| *08-03-2002 |
a) Duplo haraquiri. A espionagem sobre a governadora Roseana Sarney levou o PFL a romper com o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. O escândalo e a surpreendente atitude da cúpula pefelista fez o senador José Serra, candidato do PSDB, repensar sua estratégia de campanha. Acuado pela violenta reação dos Sarney, pai e filha, o governo tenta administrar a crise, que já bateu na ante-sala do presidente. Os boatos de sexta-feira sobre dossiês bombásticos, renúncias, novas alianças, reforma ministerial, fim antecipado do governo FHC atingiram o mercado financeiro que, como sempre, reagiu com mais e mais especulação. |
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| *20-03-2002 |
a) Tocaia grande: Sarney faz inventário do governo FHC, questiona a lisura das eleições e pede observadores da ONU. Ataques: Sarney acusa o governo de montar “operação suja” para afastar Roseana da sucessão. O tema dos observadores internacionais nas eleições de 2002 é abordado em C06Q008, |
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| *10-05-2002 | a) O cronograma do grampo. (Revista Isto é Online, no. 1702) | |
| NOV-2001 |
A firma Interforte de José Heitor Nunes e Jonathan Sardenberg é contratada para grampear Roseana Sarney, sua família e investigar os negócios da empresa Lunus. |
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| NOV-2001 | Heitor comenta sobre o grampo que está fazendo nos telefones de Roseana. A um interlocutor, oferece, em troca de um valor, informações sobre seu trabalho e o nome de quem encomendou a arapongagem. O negócio não se realiza. | |
| DEZ-2001 |
Arapongas espalham que foram contratados pelo PSDB para produzir um dossiê contra a família Sarney. |
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| DEZ-201 | O dossiê contra Roseana fica pronto. Ele tem três partes. A primeira, com as doações para a campanha do PFL. A segunda, com as empresas da governadora e seu marido e suas ramificações com a Sudam. E a terceira, com fotos íntimas. É oferecido a Anthony Garotinho (PSB) para ser usado como arma na campanha. O então governador recusa e procura o senador José Sarney, informando que seu interlocutor se apresentou como emissário do deputado Márcio Fortes (PSDB-RJ), um dos coordenadores da campanha de José Serra. (L'amour trois, simultez secret publiques festes,) | |
| FEV-2002 |
Os senadores Sarney e Edison Lobão procuram FHC e contam que agentes da Abin estiveram em cartórios no Maranhão vasculhando as empresas dos Sarney. O presidente chama o general Alberto Cardoso, que nega a participação da Abin. |
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| FEV-2002 | Dias 20, 21, 25, 26, 27, e 28 de fevereiro. O publicitário Luís Alberto Marques troca telefonemas com Heitor, que também conversa diversas vezes com Jonathan. | |
| 28-FEV-2002 | Com ordem judicial, uma equipe da PF se desloca de Brasília para São Luís. Heitor e Marques trocam quatro telefonemas. | |
| 01-MAR-2002 | Às 14h15, depois de pegar os mandados em São Luís, a PF invade a Lunus. Encontram documentos que ligam a empresa ao escândalo Sudam e R$ 1,34 milhão em dinheiro. Às 19h, FHC e Sarney têm uma conversa ríspida por telefone. O senador denuncia uma “armação suja” do governo para derrubar sua filha e beneficiar Serra. Entre 21h30 e 22h, FHC recebe cópia do mandado. | |
| 04-MAR-2002 |
Sarney Filho pede demissão da pasta do Meio Ambiente. Três dias depois, o PFL deixa o primeiro escalão do governo FHC. Marques e Heitor trocam um telefonema. |
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| 12-MAR-2002 | Murad dá coletiva para renunciar ao cargo de secretário de Planejamento do Maranhão. Diz que o dinheiro achado na Lunus era para a campanha de sua mulher. Marques e Heitor trocam mais um telefonema. | |
| MAR-2002 | O governador do Ceará, Tasso Jereissati (PSDB), denuncia que também foi grampeado por dois meses. Ele diz que havia sido informado por Sarney de que os arapongas buscavam ligações entre Murad e seu irmão, Carlos Jereissati. Tasso culpa Serra e Márcio Fortes pelo grampo. | |
| 20-MAR-2002 |
Às 15h55, Sarney sobe à tribuna do Senado e faz um duro discurso, de 80 minutos. Culpa Serra e o governo pela espionagem contra Roseana e compara o grampo contra sua filha a outro caso mais famoso, o Watergate, que levou à renúncia do presidente Richard Nixon. |
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| 27-MAR-2003 | A PM do Maranhão invade uma casa em São Luís e descobre uma central de espionagem da PF. Encontra quatro policiais federais e muitos equipamentos sofisticados de escuta telefônica e rastreadores. O Ministério da Justiça diz que o local servia para operações secretas de combate ao narcotráfico. | |
| 23-MAR-2003 | Invasão da fazenda de FHC vira bafafá político. A invasão da fazenda dos filhos de FHC agitou o ambiente e os ânimos na manhã do sábado em Brasília. Logo cedo, a declaração do ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira, de que o PT estaria por trás da invasão causou a indignação da esquerda. O líder do partido no Senado, Eduardo Suplicy, rebateu a declaração do ministro dizendo que "não há fundamento na afirmação do ministro. O MST interage muito com o PT, mas é uma entidade que age por iniciativa própria". Posteriormente, a fazenda foi invadida por forças pliciais e os invasores presos. | |
| 23-MAR-2003 | João Pedro Stédile, líder do MST, sobre as cenas desta página: “Foi uma c****a”. | |
| 13-ABR-2002 | Roseana renuncia à sua candidatura à Presidência da República | |
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