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Tantra Yoga


        Este texto está  sendo desenvolvido aqui de forma um tanto prematura, uma vez que não dispomos de todas as informações necessárias para abordá-lo corretamente. A versão original achava-s  inserida na interpretação da quadra C02Q012 e de fato o texto a seguir é praticamente uma reprodução  da íntegra daquele conteúdo.  Iremos l atualizá-lo à medida  que novos conhecimentos sejam adquiridos.

        Desnecessário dizer que o tema é objeto de extensa literatura e que o apresentado aqui se refere ao que entendemos estar sendo abordado na Obre de Nostradamus.
   

Os Planos da Manifestação

        Para se falar sobre sexo, precisamos primeiro falar sobre o corpo humano. Mas não sobre os aspectos convencionais apenas, mas sobre todo o ser humano. Nosso ponto de partida pode ser a quadra C01Q021 .

        Naquela quadra fala-se de um corpo mais interno e nela  transferimos a discussão para a questão científica - que é absolutamente importante. Mas nesta quadra, traremos a discussão para dentro do ser humano. O ponto é que não podemos  abordar o corpo humano, de forma integral, sem buscar  uma visão cosmogênica mais abrangente.

        Quando se diz que o homem é uma visão microcósmica do Universo, estamos apenas nos referindo a um fato que muitos não têm nem como começar por compreender, uma vez que suas concepções vazias os impedirão de explorar e argumentar sobre uma nova visão cosmogênica (para eles, é claro). Daí destacarmos a importância da questão científica, em C01Q021 , e ameaçarmos o esboço de uma filosofia religiosa que possa unificar as diversas partes interligadas de um mesmo todo, que hoje encontram-se dispersas, em C05Q053 .

        A visão cosmogênica que postulamos (para falarmos em termos  de uma "filosofia ocidental")  é a de um Universo composto por vários planos. Esses planos, dentro de um processo de criação, são gerados, dos menos densos para os mais densos, a partir  do princípio  primordial  do Universo, ou que Nostradamus chamou em C03Q002   de divin verbe.

        Esta essência incriada, dá origem, por meio de suas duas polarizações à matéria, isto é ao que Nostradamus designa em C03Q002   por substance. No entanto, isso deve ser visto dentro de um contexto cosmogênico maior. Não estamos falando aqui da matéria tal como a conhecemos por meio da experiência direta trazida pelos sentidos humanos convencionais. Essa matéria   original estaria a uma "distância" absolutamente incalculável do que se concebe atualmente como matéria.

        A criação dessa matéria primordial pode ser associada aos antigos escritos bíblicos, de forma alegórica: "No princípio era o Verbo e o Verbo se fez carne...". Originalmente temos, pois, apenas a potencialidade para criar a matéria. O Universo está imanifestado. É potencialidade pura.  Podemos associar ao estado mais perfeito. Seria o que poderíamos chamar de vácuo absoluto.

        Vamos enunciar um princípio abstrato, aqui nesse ponto. O Princípio da Necessidade, à falta de qualquer outro termo. A Potencialidade Pura não significa ausência de movimento. Significa Apenas a incapacidade de manifestação do movimento. O Princípio da Necessidade, como forma pura em si, irá trazer o primeiro movimento em direção à manifestação. Como o Princípio É,   irá necessariamente, por Si, produzir a manifestação. Essa ruptura primordial do estado imanifestado do Todo, irá trazer a primeira polarização, que lhe  é imanente: o vazio, pelo movimento do Princípio Primeiro, separa Aquilo que era Uno em Dois Princípios, complementares, porque fazem parte da mesma Unidade e opostos, porque um tem o que ao outro falta.

        No entanto, como ambos provém da mesma unidade, ambos detém a mesma potencialidade do Princípio Uno Original.   Mas já estarão separados.

       A alegoria que estamos introduzindo aqui procura produzir um ordenamento no processo de manifestação, examinado em termos de força ou energia, para usar uma visão mais condizente com uma visão "einsteiniana" deste século. O segundo Princípio que passa a atuar, após a separação original, a criação das duas  polarizações  primordiais e complementares é o Princípio da Compaixão.  Esse princípio atua em permanente luta contra o Princípio Primeiro, o da Necessidade e o sucede. Primeiro a Necessidade (a separação, a divisão) em seguida a Compaixão, em sua luta eterna para retornar à situação de perfeição original. A queda e o retorno.

        O Princípio da Compaixão é que irá fazer com que as duas polarizações iniciais se mesclem, de tal forma que nem uma nem outra sejam absolutamente isoladas. Na manifestação da polaridade A teremos uma pouco da polaridade B e vice-versa.

        Os Orientais chamam a essas polarizações de Yin e Yang e a representam por um símbolo bastante conhecido, mostrado abaixo. Observemos que o Princípio da Compaixão "distorce" a divisão original perfeita, introduzindo o que chamaríamos de Pequeno Yin e Pequeno Yang dentro das polaridades Grande Yang e Grande Yin, respectivamente.  Esses dois últimos são representados pelos pontos de cor oposta dentro da simbologia YIN/YANG. Mas observemos que é a interação dos princípios que produz  a manifestação; os princípios primordiais, decorrentes da ação do Princípio da Manifestação são puros e separados em si.

    Para obter esses símbolos, há um método bastante curioso, associado à posição de estrelas. Sobre isso falaremos a respeito oportunamente. Essa imagem, que é apenas um ponto de referência e não uma prova em si, e serve para que , de uma maneira rápida possamos nos  referir a uma situação de maneira sintética.

        Podemos imaginar que esse "átomo primordial", decorrente da aplicação de "forças" à matéria primordial imanifestada está em "conflito".  As duas tendências de separação e união digladiam-se internamente, cada qual alternado o seu "efeito".  A essa alternância, associamos o conceito de "vibração", pulsação.  Ou seja,   este "átomo primordial" possui dentro de si a capacidade de vibrar. Essa vibração produz  um "terceiro princípio": o da Manifestação da  Energia. Aquilo que era energia imanifestada, agora irá se manifestar.

        Para sintetizarmos: a junção de duas potencialidades opostas e complementares dá origem a uma terceira.

        Einstein ao formular a Teoria da Relatividade, estabeleceu que matéria é energia. Pois bem, em nossa alegoria, Esses diversos "átomos  primordiais" emitem energia. Essa energia possui um a característica vibratória. E esses átomos primordiais irão emitir energia, e combinar-se criando energias cada vez mais densas.

        Essas energias ao se combinarem, em função de suas afinidades, formam os diversos planos da manifestação.  Cada plano é formado por energias progressivamente menos densas. O aglomerado de cada plano é de tal forma que precede o do plano imediatamente mais denso, isto é, serve-lhe de matriz.

        Bom, para simplificar e encurtar este texto, o que nós vemos em C01Q021 é uma representação simbólica de dois corpos do homem: um o corpo físico denso e outro o corpo astral. O mais externo composto pela matéria do plano mais denso de todos, o Físico Denso e o interno, em processo de descoincidência, o Corpo Astral, constituído  pela matéria do plano astral.

        Há outros corpos menos densos do que o astral. A tradição védica cita os planos como sete no total, dos quais, de cinco, o homem possui corpos:

        1) Físico:
                a) Denso
                b) Etérico
        2) Astral
        3) Mental
                a) Concreto
                b) Abstrato
        4) Intuicional (Búdico)
        5) Átmico ou Nirvânico
        6) Para-Nirvânico (s/ corpo)
        7) Maha-para-nirvânico (s/ corpo)

        O Plano Físico é dividido em dois subplanos: o físico denso e o físico etérico. O Plano Físico Etérico será a principal conquista da futura humanidade. É material, porém muito menos denso do que o físico denso. Isso explica porque da quadra C01Q017 . Hercólobus ou Slo não é um astro visível no Plano Físico Denso.  Com as mudanças que estarão por vir, essa dimensão oculta irá se tornar visível.  No entanto, os efeitos desse astro já se fazem sentir, sob a forma de mudanças pontuais em todas as esferas da vida na Terra, incluindo a  dimensão psíquica da humanidade.

        São importantes e louváveis todos os esforços para conter o efeito estufa, porém, a bem da verdade, podemos afirmar que a causa das alterações climáticas planetárias está longe de residir na atuação humana, em que pese o homem ter a sua cota de participação irresponsável no processo.
 

O Corpo Humano

        O Homem atual possui átomos primordiais em cinco planos, significando que o homem tem a capacidade de exprimir-se em cada um desses planos, de forma consciente ou não.  Cada plano mais interno (menos denso) é o sustentáculo do plano imediatamente mais externo (mais denso).

        Ao dormir o homem tona inativos os corpos dos dois planos físicos, provocando a descoincidência de corpos.  Esse, como vimos em C01Q017, é um processo natural para a nutrição dos corpos mais internos que sustentam os mais externos.

        Ao morrer, o homem perde apenas dois de seus corpos. De fato, os dois corpos físicos não deixam de funcionar ao mesmo tempo. O Corpo Físico Etérico ainda leva alguns dias (da Terra) para se extinguir.  Com a morte, o homem passa a se exprimir no Plano Astral  e nos planos menos densos.   De forma direta, não há como um ser que não tenha corpo físico se exprimir neste plano. A não ser que faça uso de algum artifício, o que é perfeitamente plausível, tal como ocorre nas sessões espíritas, por exemplo (ver C04Q025 ).

        Os corpos físicos são claramente construídos por meio do processo de união que envolve as relações sexuais. Por conseguinte, o sexo, dentre outras finalidades, tem principalmente  a missão de construir corpos.

        Aqui então vem a questão: esses corpos podem ser físicos ou "imateriais".  Por conseguinte,   se o sexo é usado da forma usual, que é o sexo procriativo, inevitavelmente ele irá construir corpos físicos.

        Há outras formas de se manter relações sexuais? Resposta: sim. Os Orientais as conhecem há séculos.
 

As Diversas Yogas
 

        Yoga quer dizer religação. É um processo principalmente associado ao Princípio da Compaixão, que como já vimos, é sempre um impulso na direção de restaurar uma antiga harmonia. Há diversas Yogas, cada qual buscando essa harmonia original de uma forma distinta. As principais Escolas de Yoga utilizam princípios que procuram levar o homem à consciência de um plano transcendental ao Plano Físico. Seja qual for à religião considerada, ela será uma combinação das sete yogas básicas:

Hatha Yoga

            É o Caminho do Corpo.  Procura-se a transcendência do Plano Físico por meio do desenvolvimento do Corpo Etérico e de sues centros de absorção de energia. É a Yoga onde o ritmo do Universo, a Expiração e a Inspiração, correspondendo à alternância entre  a Manifestação e a Imanifestação. A Expiração e a Inspiração de Brama, o Todo Incriado, Aquele que É.

            A Hatha Yoga procura energizar e manter o equilíbrio energético de todo o corpo humano, buscando a transposição da consciência humana para o Plano Átmico ou Nirvânico. O exercício da consciência  humana neste plano é suficiente para extinguir todo o carma individual. Os hindus chamam a este estado de Samadhi. É a Iluminação completa.

            Os cuidados com o corpo, a alimentação os exercícios respiratórios, a manipulação das energias etéricas constituem  a base do desenvolvimento.
 

Raja Yoga
 

            É a Yoga da Mente. A  mente é reconhecida como o principal "órgão" de percepção do ser humano. A Impermanência de tudo neste plano, sujeito à dimensão do tempo é a grande ilusão a ser transcendida. Para tanto, por meio da mente, procura-se isolar Aquilo que É.

            A mente por si só não pode chegar a essa união e deverá ser guiada até ela por meio da meditação, que consiste, antes de tudo, no cessar do contato com tudo que é impermanente e vem por meio dos sentidos. Ao se encontrar a iluminação por esse caminho, cessa a Ignorância, uma das causas da Ronda dos Nascimentos. O Carma se extingue.

            Sidartha Gautama Buda foi um dos maiores, senão o maior Raja Yogui,   já encarnado aqui na Terra.

Jnana Yoga

            É a Yoga da  Sabedoria.  Conhecer algo neste plano significa compreender-lhe o significado e o seu papel  real e não o ilusório.  Este é um plano ilusório, onde reina  Mayâ, a  Deusa da Ilusão.

            Para se atingir a Iluminação, a ilusão deve ser transcendida por meio da Sabedoria. O  Sábio, antes de tudo, precisa conhecer a conduta correta.  A meditação em direção Àquilo que É opera-se por meio da compreensão última de  cada componente deste mundo.  Cuidado deve ser exercitado no sentido de não se confundir a Sabedoria com o conhecimento comum. O último é apenas o exercício de uma faculdade intelectual.

            As parábolas dos mestres são o exemplo mais direto da Jnana Yoga. Vários foram os mestres Jnanis. Talvez Krishnamurti seja o mais conhecido.

            A Jnana Yoga é o caminho do reto pensar, do reto agir. Para tanto, é preciso conhecer como todo esse plano foi criado. Investigar suas origens, seu desenrolar. Em que princípios está baseado. É também a Ioga da argumentação verdadeira. Da palavra correta. Do conhecimento e aplicação  das Leis do Universo.

            As parábolas de Jesus são um exemplo da aplicação da Jnana Yoga. A Doutrina da Não Violência de Ghandhi é outro exemplo, que por sua sabedoria libertou a Índia do jugo inglês por meio de uma revolução pacífica.
 

Mantra Yoga

            O som da primeira explosão do plano físico é sempre buscado pela ciência. Os seus ruídos são apresentados como reminiscências do Big Bang Original.  O Som é, pois uma energia que acompanha  o Universo Físico desde os seus primórdios. O  Céu, muito freqüentemente é pintado alegoricamente como uma Harmonia Musical. A Mantra Yoga é a ioga da energia primordial, compreende não só a manipulação da energia sonora, mas também a da luz. A cromoterapia é uma de suas variantes.

            O Som é, pois um dos portadores da mensagem original da criação. A Mantra Yoga procura a transcendência  por meio da manipulação da energia primordial e  uma das formas mais conhecidas é a repetição continuada dos mantras. O Som é repetição. Os mantras são sons  cuja repetição acaba por induzir um estado energético capaz de gerar os estados transcendentes da consciência física e atingir-se o Samadhi.

Bakta Yoga

    De onde veio o homem?  De que adiantam suas obras se ele se mantém desligado Da Essência Incriada que generosamente lhe deixou toda a Criação para o seu próprio desenvolvimento? Para que serviu o sacrifício na cruz se a Ele viramos as costas?

          Jesus de Nazaré foi sem dúvida o Mestre Bakta Yoga  que produziu a maior síntese religiosa jamais transmitida na Terra.  É o Governador Espiritual da Humanidade, de forma absolutamente inconteste. Sua dimensão espiritual é tamanha que nada aqui neste plano será feito sem ele seja lembrado.

            A Compaixão era-lhe a principal característica. Contra o poder do Mundo de César usou o coração. A bondade  transpirava em todos os seus atos. A iluminação do Bakta Yoga vem por meio da via devocional, a linha do coração, que é capaz de levar à superação do carma por meio do sacrifício final e do amor incondicional a Deus e sua Obra.
 

Karma Yoga

           A ronda dos nascimentos é gerada pela ignorância, que gera o desejo, que gera o apego  que gera mais ignorância, que assim por diante.  Nossas ações pretéritas,  se tivéssemos o esclarecimento devido, teriam sido certamente diferentes. O Carma, o princípio  de causa e efeito terá que ser resgatado por meio de ações que desfaçam o que de errado foi feito por meio da intenção.

          As leis do carma são inflexíveis. A cada ação, uma reação. A cada ato, o retorno dele em todas as esferas onde vibrou. O carma precisa ser expiado pelo esclarecimento, porém, a consciência não estará em paz consigo mesma enquanto  os atos equivocados, baseados na intenção deliberada, na liberdade que o homem tem de usar o Livre Arbítrio, mesmo atuando contra a Lei  Maior não forem desfeitos.

          Contrariamente ao que se pensa, a doutrina do "aqui se faz aqui se paga" é um equívoco completo. Não há nada posto nesse sentido. O objetivo da Lei Maior é promover o crescimento da consciência  individual  de cada ser humano.

            Há uma diferença fundamental entre dor e sofrimento. A dor é imanente à vida, desde quando  nascemos e ao longo de toda a sua duração sobre as mais diversa formas. Ninguém   gosta de ter um pequeno corte no dedo, mas se tivermos, paciência. Isso não é sofrimento. É uma contingência decorrente do fato de estarmos vivos.

            O sofrimento, por outro lado, é de natureza distinta.  Um pai ao ver seu filho morto por um ato violento sofre. Uma mãe ao ver filho drogado sofre. O sofrimento está em geral associado à revolta. Gera sede de "justiça”,   que gera mais atos, vinganças, mais sofrimento, mais carma numa roda interminável.

            A Karma Yoga procura a extinção do carma por meio da sua compreensão. O sofrimento é a dor à qual se adiciona a revolta. E esse sofrimento precisa ser extinto para que transcendamos este plano. O passado  não há como ser mudado. O futuro, hoje, é uma página não escrita e por isso temos que vivenciar o presente em sua, o dia de hoje,  e  aprender a aceitá-lo e  lidar da melhor maneira possível.  Eliminando a revolta e transformando o sofrimento em apenas dor, passamos a aceitar este plano com todas as nuances e aparentes contradições. Passamos a enxergar a sua Beleza, mesmo em meio à dor. Extinguimos o carma.

         Cabe aqui uma pequena digressão. Muitos ao lerem o parágrafo acima, por não conhecerem de fato o seu significado erigem barreiras por meio de questionamentos em geral inconsistentes e infantis. Um deles refere-se à  questão: se temos que viver apenas o dia de hoje, para que planejar o futuro? É uma questão muito semelhante, na sua imaturidade, a outras questões incipientes como aquelas levantadas quanto à reencarnação (“como a população do mundo pode crescer então?”) ou mesmo à visão cosmológica do mundo (“se estamos do lado de fora da Terra por que quem está no pólo Sul não cai?”).  A consideração básica é que viver o dia de hoje significa lidar com tudo que hoje faz parte dele, incluindo a visão que temos do futuro. Agora, entre a visão que temos do futuro e o futuro em si há uma enorme distância ou mesmo abismo de milhões de anos-luz.   É bom lembrar que todas as ações previamente antecipadas e planejadas têm maior chance de ser em bem sucedidas do que aquelas que não o sejam.  

            É com muita alegria que falamos aqui da Karma Yoga, de quem Nostradamus é o mestre inconteste neste período. A profecia  é um dos fundamentos da Karma Yoga, onde o carma da Humanidade, aquilo que já foi estabelecido por nossas próprias mãos, em nossas ações pretéritas  será antecipado como forma de ajuda nos momentos críticos, para os que assim o decidirem. Seu legado é o julgamento, que permite que encaremos as ações dos homens neste  mundo sob a ótica correta.

            A Karma Yoga é a ioga do aprendizado do exercício do livre arbítrio sem gerar  carmas. Como é carma, é também uma sentença terrível. IRÁ ACONTECER.  As Profecias de  Nostradamus são o carma desta humanidade neste período de fim de tempos plasmado sob os mais belos versos jamais escritos.

           Nostradamus é o grande Karma Yogui dos temos modernos,   a quem modestamente nesta hp prestamos a nossa mais desprendida e sincera  homenagem e reconhecimento.

          Tudo o que pedimos neste momento é estar minimamente à altura de tão grandiosa obra.

Tantra Yoga

        O sexo é uma força imanente no ser humano. Tem por finalidade básica a procriação ou, de forma mais geral, a criação de corpos.

        O grifo do último termo é proposital. Porque a sexualidade não tem por finalidade apenas a procriação, revestindo-se de complexo relacionamento com todas as esferas do ser humano, dada a sua onipresença. O mundo é obra do que?  O Carma é obra do que? Pode ser extinto por meio do que? Da sexualidade. Ponto final.

        Mas devemos ter em mente que a construção de corpos por meio da sexualidade não é a única maneira deles serem construídos(!!!!) e nem os únicos corpos que podem ser construídos  são os corpos físicos.

        Ao início afirmamos que o ser humano possui sete corpos contendo materiais de cinco planos.  O que não foi  dito é que desses corpos, três perduram e quatro não.  Quatro corpos estão sujeitos ao que chamamos de morte. São os quatro corpos  mais densos: o físico denso, o físico etérico, o astral e o mental concreto. A tríade superior se mantém vida após vida.

        Passamos um determinado número da anos no plano físico denso e sobrevém a morte. O corpo etérico perece pouco tempo depois (de três a cinco dias em geral). O corpo astral dura outros tantos anos. E depois também perece. Logo em seguida o mental concreto e "olha nós aqui 'tra vez".

        A reconstrução dos corpos astral e mental concreto também é obra da fecundação. Da sexualidade.  Como o corpo mental concreto, que vibra com o raciocínio, é perecível, temos de aprender tudo de novo. Mas não temos que "aprender a ser inteligentes", não há escola para isso. A inteligência, entenda-se o corpo mental abstrato, vem o com o portador. Ela retém a síntese do que foi aprendido concretamente. Os testes psicotécnicos tentam medir, não o conhecimento adquirido, mas a abstração de tudo  que já se aprendeu e que o corpo atual permite exprimir.

        É importante compreender que o corpo físico é determinante naquilo que o ser pode manifestar.  É preciso haver uma conjugação de fatores para que, por exemplo, um gênio surja me determinada esfera.  E é muito provável que aquele mesmo gênio em uma vida subseqüente seja um personagem absolutamente obscuro.  Tudo depende do que se está  desenvolvendo,   do carma pessoal de cada ser humano e do carma da humanidade.

        O sexo constrói, pois,   corpos e se usado adequadamente pode desenvolver e aperfeiçoar corpos sutis, responsáveis pela manifestação de faculdades que hoje em dia estão de forma incipiente nesta humanidade.

        A sexualidade está associada às energias vitais  de mais baixa vibração que existem e que provém da própria Terra. A captação das energias etéricas, que nutrem o corpo etérico, que por sua vez dá sustentação ao corpo físico, é feita por meio dos vórtices energéticos ou chacras.

        Os chacras são órgãos etéricos especializados que captam energias e as jogam em dutos, em uma intricada rede que constitui o corpo etérico.  Cada chacra capta energias de  um determinado nível vibratório.  O corpo etérico possui vários chacras, mas os principais seguem a chamada "regra  do palmo".

              Começando pelo topo da cabeça, temos o principal e mais desenvolvido chacra humano, a "flor de lótus de 960 pétalas", voltado para cima e responsável, pela captação das energias cósmicas superiores, uma verdadeira antena aberta às influências cósmicas. É responsável por faculdades como, por exemplo,   a telepatia, que o homem irá desenvolver com toda a certeza.  Um palmo abaixo do  centro da cabeça está o chacra frontal, o terceiro olho, responsável pela clarividência, quando adequadamente desenvolvido, incluindo aí a visão do passado e do futuro. Um palmo abaixo o chacra laríngeo. É responsável pelas funções associadas à fala. Mais um palmo abaixo e um pouco à esquerda, o chacra do coração. Permite que as intenções de uma outra pessoa sejam imediatamente pressentidas, quando bem desenvolvido. Mais um palmo e temos o chacra solar, responsável pelo metabolismo e poder pessoal. Mais um palmo abaixo e temos o chacra esplênico, que governa o desejo sexual. E por fim, mais um palmo abaixo, o chacra kundalíneo, responsável pela captação das energias primárias da Terra.
             A ilustração mostra, partindo do chacra kundalíneo, dois condutos etéricos, as duas serpentes que se enroscam ao coluna vertebral indo terminar na cabeça. Esses dois condutos são responsáveis pela condução da energia primária que é movimentada em uma relação sexual até os chacras superiores, passando por todos os demais.

         E chegamos, então, ao ponto central que deu início a toda esta explicação. O Tantra Yoga é a ioga que procura  energizar o corpo e por conseguinte despertar as faculdades superiores que permitem a transcendência do plano físico.  A energia sexual, junto com as da Terra são estimuladas a entrar pelos dois condutos e circular por todos os demais chacras.

        Os dois condutos, em forma de  serpente lembram em muito o símbolo da medicina. Também lembram a espiral cromossômica. Esses são resquícios culturais de civilizações antigas que pela Terra já passaram e cujos segredos virão a ser revelados nesse período de fim de tempo.

        A Tantra Yoga considera três formas básicas para se manter uma relação sexual:
 

        Tantrismo negro: homem e mulher, ambos chegam ao orgasmo por meio da ejaculação.

        Tantrismo cinza: apenas a mulher chega ao orgasmo por meio da ejaculação

        Tantrismo branco: nenhum dos dois chega ao orgasmo por meio da ejaculação

        Por ejaculação aqui estamos designando  a vertência dos fluídos que levam à cessação  da relação sexual,   a sua interrupção ou  uma queda visível na excitação sexual (no caso da mulher), mas principalmente à vertência de material reprodutivo.

        O tantrismo negro é aquele da sexualidade procriativa. Nele, além da troca de hormônios ocorre a vertência de material reprodutivo. Após essa  vertência, a relação sexual, de um ápice, tem uma queda vertiginosa e cessa.  O que o tantrismo sustenta - e nós endossamos - é que essa forma convencional de exercício das relações sexuais é um desperdício de material cuja finalidade é muito mais alta. Além de interromper a relação, a perda de material é tamanha que provoca todo um processo extenuante. Essa é a sexualidade voltada para a Natureza, que como sabemos, tem  os seus fins, que nada têm a ver com o crescimento espiritual.

        Mas ao homem (e à mulher) está reservado um destino mais alto do que aquele simplesmente previsto pela Natureza.  A Natureza fala em preservação da espécie, instinto, etc. Não fala em transcendência, religação, nada disso. Isso tem que ser uma obra deliberada do Homem. Não chegará gratuitamente a ninguém.

        No tantrismo cinza, há êxtase masculino, vertência de hormônios, mas não há vertência de material reprodutivo. O cálice  não é derramado. Isso provoca  conseqüências diretas em inúmeros contextos ao longo do tempo. Um deles que é uma das questões principais de hoje em dia, o controle da prole, pode passar a ser feito de forma absolutamente natural.  Algumas  experiências já feitas (de natureza não científica) no ocidente (EUA, Comunidade de Nereida) indicam que o processo de envelhecimento também é de certa forma retardado.

        A  principal conseqüência é que o material reprodutivo não desperdiçado impedirá o desgaste físico que sua vertência provoca.  A troca de hormônios continuará havendo.

        Os Yoguis mais desenvolvidos e experientes realizam exercícios respiratórios ao longo do enlace, o que pode habilitar projeção astral consciente.(ver C01Q021 ).   Os chacras podem ser energizados dessa forma,   permitindo a eclosão  das faculdades que hoje em dia estão em estado incipiente: telepatia, projeção consciente do corpo astral, clarividência, clariaudição, lembrança de vidas passadas, etc.

        Contrariamente ao que se poderia supor, o tantrismo leva a um estado de saciedade pronunciadamente maior, por que as relações sexuais, com o seu parceiro ou parceira irão paulatinamente aumentando o tempo de duração e a intensidade do êxtase. Os casais de ioguis mais desenvolvidos costumam levar em torno de seis horas no enlace. Começam com um tempo pequeno, dez minutos e vão expandindo paulatinamente, fazendo parecer uma ninharia os famosos sete minutos das relações sexuais convencionais.

        Os desdobramentos são muitos. Um deles é a maior estabilidade familiar.  O nível de violência doméstica praticamente acaba. Inúmeras soluções para problemas hoje em dia torturantes se solucionarão quase que como em passe de mágica. Como o objetivo (natural) do casal é a expansão do êxtase, a qualidade e não a quantidade passará ser a busca do homem e da mulher. As relações se tornarão muito mais estáveis.  Como homem e mulher irão conhecer-se por meio de uma linguagem corporal poderosa, terão meios de aprofundarem-se em seus relacionamentos como jamais terá sido possível. A mulher de competidora passará a companheira do homem e principalmente irá recuperar seu antigo posto de Grande Sacerdotisa, que a sua masculinização de hoje em dia impede.

       Deve ser observado, no entanto que o Tantra Yoga, como uma prática de Yoga,   está  voltada para a evolução espiritual.  Nem todas as pessoas quererão (e nem deverão) praticá-lo. Não é essa a idéia.  Para os monges, isto é aqueles que se propõem a iluminar o horizonte espiritual da Humanidade, é praticamente uma obrigação. E para isso, será preciso que se casem, constituam família, e tenham filhos. Porque poderão falar não sobre teorias, mas  sobre os problemas conjugais sem efetivamente vividos e compreendidos.
 
 

Intersexualidade

      Este tema será abordado na interpretação desta quadra, em um momento posterior, ou como estamos esperando, em uma quadra específica, se e quando a encontrarmos. De qualquer forma,   o tema será abordado, principalmente porque  reveste-se de particular importância e relevância. Não iremos abordá-lo aqui, neste momento, porque nossa intenção é tratá-lo aqui à luz do Tantra Yoga, o que no momento confessamos não estar devidamente preparados.
        Por outro lado, nossa visão do tema, quanto aos aspectos sociais e pessoais é bastante clara e não temos o menor receio de divulgar nossas concepções. No entanto, como dissemos acima,   esperamos encontrar uma quadra específica sobre o tema. Se tal não ocorrer, traremos toda a  discussão, tanto do ponto de vista da Yoga quanto dos aspectos sociais  para esta interpretação, exatamente neste ponto.

        Pedimos, pois,   desculpas por não abordá-lo neste momento, com o compromisso de tratá-lo aqui e possivelmente em outra quadra tão logo estejamos prontos.

        Antecipamos, no entanto, sermos frontalmente contra toda e qualquer forma de discriminação. Um mundo que se pretende justo não pode  fabricar (ou tentar fabricar), de forma deliberada, inconsciente, oculta, disfarçada ou  ás escâncaras, qualquer grupo que receba tratamentos diferenciados com base em preconceitos.

        Sem, contar que é uma violação à Constituição vigente.

Comentários Finais
 

        As iogas descritas aqui são as chamadas iogas básicas (as Sete Igrejas muitas vezes mencionadas alguns textos da Antigüidade). Em geral, ocorre uma mescla de Yogas. Por exemplo, Krishna reunia a Bakta Yoga e a Mantra Yoga.  Jesus reuniu Bakta Yoga e Jnana Yoga (suas parábolas).  Os discípulos que profetizaram reuniam Karma Yoga e Bakta Yoga. Kundalini Yoga reúne Hatha Yoga e Tantra Yoga, às vezes sem usar a parte sexual. O Espiritismo de Alan Kardec reúne Karma Yoga e Bakta Yoga. O de Ramatis reúne Bakta Yoga, Karma Yoga, Janana Yoga e Mantra Yoga, na parte da Cromoterapia. O AA baseia-se principalmente na Karma Yoga e na Mantra Yoga. E assim por diante.

        Gostaríamos de destacar também que não endossamos nem criticamos as diversas práticas apregoadas na Web sob o título Tantra Yoga.


 

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